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Comentador de Bancada

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Semenya, um exemplo de dignidade

Para quem não saiba: Semenya é uma atleta sul-africana que em 2009 apareceu nos mundiais de atletismo e venceu os 800 metros. Na altura houve dúvidas sobre se seria de facto uma mulher e foi submetida a testes para determinar a sua sexualidade. Num processo muito mal conduzido, e apesar de os resultados não terem sido tornados públicos (correctamente, protegendo a privacidade da pessoa) Semenya foi apontada pela Federação Internacional de Atletismo Amador (FIAA) como hiperandrogenismo. Isso permitir-lhe-ia produzir testosterona muito acima dos níveis normais para mulheres e assim ter uma vantagem que a FIAA considerava injusta para as adversárias.

 

Na altura Semenya terá feito um acordo com a FIAA em que manteria os títulos ganhos mas em que tomaria suplementos que baixariam artificialmente os seus níveis de testosterona. Os resultados pioraram dramaticamente e Semenya, mantendo-se uma atleta de nível internacional, deixou de ser dominante. Após uma atleta indiana acusada também de hiperandrogenismo contestar a decisão da FIAA (por falta de fundamento científico), a FIAA removeu os limites à concentração de testosterona permitida em mulheres e Semenya voltou a ser dominante, vencendo no mesmo dia os 400m, os 800 m e os 1500 m nos campeonatos sul-africanos.

 

A decisão ainda está pendente. Se a FIAA conseguir provar cientificamente que tais atletas têm vantagens, os limites poderão voltar. O presidente da FIAA, Sebastian Coe (antigo corredor de 800 m e 1500 m) está determinado em impedir que essas atletas tenham essa dita vantagem e não parece ver qualquer problema em expôr as vidas das atletas em causa para esse fim. As atletas que competem com Semenya também parecem estar entusiasticamente a favor de tais limites, com as suas críticas à aparência de Semenya, que "parece um homem".

 

Pessoalmente estou-me nas tintas para os benefícios da testosterona em Semenya (ou falta deles). A Phelps ninguém pede para encurtar pernas, nadar com pesos ou encolher as braçadas. Ninguém exigiu que Biles reduzisse os músculos ou tivesse um colete de forças. Bolt parece ter corrido de sapatilhas e calções, não descalço e com calças de cabedal. Todos estes beneficiaram das vantagens que a Natureza e o acaso lhes deram. Se assim não fosse não haveria trabalho duro que lhes desse medalhas. No entanto é o equivalente a tudo isso que parecem estar a pedir a Semenya, apenas em mais larga escala.

 

Semenya é uma mulher, segundo todas as definições que o desporto impôs. Se não o fosse não seria permitida a sua entrada na competição com outras mulheres. Sendo então mulher, quaisquer vantagens morfológicas, mentais ou fisiológicas deveriam ser permitidas. É um freak da Natureza? Pois claro que sim. Qualquer campeã/o olímpica/o o será. Ela sê-lo-à mais. Se isso não fosse permitido não teríamos tido deuses dos desportos.

 

A reacção que contudo mais me choca é a das outras mulheres. Num mundo onde as mulheres são constantemente alvos de objectificação, acusar Semenya com base na sua aparência não é só cruel: é estúpido. A sua argumentação deveria ser o mais simples possível. Se um dia a FIAA decidir que elas deveriam competir com maquilhagem e minikini, que não se venham depois queixar.

 

Quanto a Semenya, esta vai enfrentando a tempestade com a maior dignidade possível. A FIAA assalta a sua dignidade (não se preocupando com a permanência de vários recordes do mundo impossíveis nos livros) mas Semenya não demonstra estar afectada. Dá a sua resposta de forma silenciosamente ensurdecedora: corre e, com ou sem limitações, não se queixa. O contraste com o olímpico Coe não poderia ser mais gritante.

Resenha rápida sobre os Jogos Olímpicos

E assim se passaram mais uns jogos olímpicos. Ninguém foi assassinado durante a competição, Lochte afinal não foi assaltado, Phelps vai aumentando os riscos de ser dissecado como alien, Portugal conseguiu uma medalhita pela judoca que normalmente falhava, os brasileiros lá conseguiram o que lhes faltava no futebol, Bolt finalmente chegou ao que todos sabem e afirmou ser o melhor de todos os tempos, os britânicos deram uma demonstração prática da importância do investimento financeiro para obter medalhas, uma miúda americana mandou na ginástica uns saltos que são medidos em novas unidades de "biles" (ela, Phelps e Bolt vão agora aos MiB pedir um visto de saída do planeta para ver a família), o Kosovo que nem sequer é reconhecido como país por muitos outros estados conseguiu ficar à nossa frente no medalheiro (adoro esta palavra), um sul-africano (Wayde van Niekerk) bateu o recorde de Michael Johnson que ainda faltava e arrisca-se a ser perseguido com acusações de doping por não ser preto o suficiente, as coreias unificaram-se para uma selfie, o estádio olímpico não se encheu nem para Bolt, os brasileiros descobriram como transformar a água de piscina em capirinha, ninguém apanhou disenteria ou cólera porque mantiveram a boca fechada, os russos ainda acabaram em quarta no medalheiro (já disse como gosto desta palavra?) apesar ou graças ao doping (ainda estou para saber esta), uma chinesa engraçada fez uma audição para o próximo filme do Adam Sandler (nos EUA já estaria rica), e uma australiana e uma americana mostraram que o desportivismo ainda vai aparecendo esporadicamente.

 

O meu tema preferido é no entanto para o caso Caster Semenya. Mas sobre isso escrevo num post separado.

Balanço do Euro 2016

E assim terminou o primeiro europeu com 24 equipas. Para mim, que comecei a ver os mundiais em 1986, com este memso formato de 24 equipas, foi como um regresso ao passado. Não foi, no entanto, um regresso agradável. O conceito das 24 equipas era para mim na altura algo de estranho, pouco matemático. Hoje, sendo fácil a compreensão do conceito, torna-se ainda mais desagradável. Como muitos, considero que este formato terá sido, pelo menos em parte, responsável pela baixa qualidade de um torneio que terá sido o pior que vi desde o Itália '90.

 

 

Balanço ao Europeu de Portugal

Começo logo pela primeira confissão: não queria Fernando Santos como treinador quando Paulo Bento foi despedido. A razão era a suspensão que lhe pesava sobre a cabeça. Considerava que a mesma poderia colocar em causa o seu trabalho e poderia complicar desnecessariamente a vida à selecção. Felizmente foi encurtada e não teve consequências.

 

Segunda confissão: critiquei seriamente o estilo de jogo português. Nas eliminatórias consegui entender a opção de se focar na segurança defensiva mas no torneio entendi que não haveria necessidade, dado que havia também mais tempo para treinar os jogadores e criar um estilo mais atacante e fluido.

 

Feitas as confissões, as avaliação genérica.

 

 

Análise: Portugal - França. Final do Euro

De empate em empate até ao empate - e vitória - final. Portugal na final foi ainda mais fiel que antes a este princípio e às linhas gerais traçadas por Fernando Santos e preocupou-se em aguentar o jogo até que um lance individual permitisse vencer os franceses. Todos esperaríamos Ronaldo, Nani ou até Quaresma ou Sanches. Foi Éder, o mais improvável de todos. O caminho foi tudo menos linear, mas também por isso pode parecer mais saboroso.

 

 

Pre-análise: Final Portugal - França

E assim, de empate em empate Portugal chegou à desilusão da 1ª vitória e à final do Euro 2016. Agora vem um improvável (visto do final da fase de grupos) jogo final contra a França e um igualmente improvável (vista desde momento) primeiro título sénior.

 

Muitas pessoas há que olham para este jogo como uma quase inversão do Euro 2004, onde a equipa defensiva mas sólida chega à final do torneio contra a favorita que é a anfitriã. Para mais sendo o seleccionador português o anterior seleccionador de uma Grécia que continuava os ensinamentos dessa equipa de 2004. Em Portugal naturalmente que se espera que o resultado possa ser o mesmo, numa das mais puras expressões de pathos que consigo imaginar. A ironia ameaça afogar-me à medida que escrevo estas linhas. Adiante. 2016 não é 2004, França não é Portugal e Ronaldo leva 12 anos em cima. E, mais que tudo, Deschamps não é Scolari.

 

Tacticamente poderá parecer que Fernando Santos só tem que escolher os mesmos jogadores (idealmente com Pepe no lugar de Bruno Alves), uma vez que o melhor onze se escolhe a si mesmo. Isso seria um erro por vários motivos, mas acima de tudo por um muito simples: independentemente do adversário, é sempre boa ideia adaptar a nossa equipa ao adversário; tanto para nos protegermos dos seus pontos fortes como para explorar os seus pontos fracos. E é sob este prisma que previrei o jogo.

 

 

Análise: França - Alemanha

Este jogo tinha tudo para ser o mais interessante do Europeu: duas equipas capazes de jogar bom futebol, com o maior leque de opções tácticas e individuais à sua disposição, que gostam de ter a bola nos pés, com jogadores de enorme qualidade e, além de tudo, era um França-Alemanha, um jogo com suficiente história (mesmo que pouco recente) a apimentar tudo.

 

Löw e Deschamps tinham opções tácticas a tomar antes do jogo. Do lado alemão Löw tinha de decidir não só quem jogava no lugar dos lesionados Gomez e Khedira e do suspenso Hummels, mas também como colocaria os jogadores. Havia a especulação sobre se preferiria deixar o 3-5-2 do jogo com a Itália, numa forma de contrariar a dupla atacante francesa (Giroud e Griezmann). O argumento em contrário era a falta de Hummels, o que lhe retiraria a possibilidade de ter mais um jogador capaz de construir jogo a partir da defesa. A solução poderia ser jogar com Can a central (posição em que jogou no passado pelo Liverpool) mas isso arriscaria que Deschamps instruísse Giroud a colar-se a Can e a deixá-lo isolado.

 

No final Löw foi fiel a si próprio e, sem a motivação de enfrentar o seu papão (a Alemanha venceu pela primeira vez uma eliminatória contra a Itália nas meias-finais), o seleccionador alemão decidiu confiar na capacidade dos seus jogadores em manter a posse de bola e fez entrar simplesmente Schweinsteiger para o meio campo, Can como substituto directo para Khedira e Draxler para o ataque, com Müller a passar para ponta de lança. E aí começou a perder o jogo (embora, em força da verdade, tivesse poucas alternativas).

 

 

Análise: Portugal - Gales

E ao sexto jogo Portugal desiludiu. O jogo foi uma desilusão de início ao fim. Não existiu verdadeiro sofrimento, vencemos nos 90 minutos, Ronaldo marcou sem ter de salvar o jogo, Bruno Alves não teve uma falha de concentração que desse golo e conseguiu não levar amarelos. Os laterais fizeram bons centros, João Mário não andou perdido nas alas, Renato Sanches perdeu gás na segunda parte e perdeu alguns duelos físicos, Danilo fez passes de qualidade e até vimos André "o lânguido do Grijó" Gomes a sprintar no fim do jogo. Uma vergonha completa.

 

Agora a sério: cheguei ao fim acordado, mas o jogo continuou a ameaçar ser soporífico. Felizmente que Ronaldo apareceu e deixou cair o "t" e assim a defesa de três centrais galesa não serviu de muito. Os galeses perderam no entanto muito por não ter Ramsey, o seu segundo melhor jogador (que teria lugar no onze português) e que é o motor da equipa. Sem ele os galeses correram muito mas não tiveram quem ligasse o meio-campo e Bale. Sem médios ala, os galeses dependeram dos laterais para dar largura ao jogo, o que deu jeito à táctica portuguesa. Sem poderem jogar 2 contra 1 contra os laterais portugueses, os duelos nas alas ficaram resumidos à qualidade individual e Cédric Soares e Raphäel Guerreiro são superiores aos galeses Gunter e Taylor. Quando Bale ia para a ala era sempre acompanhado de um ou dois médios. Num par de ocasiões conseguiu livrar-se dos defesas, mas foi caso único. Com esta opção essencialmente barrada, os galeses tornaram-se relativamente ofensivos.

 

Já Portugal, sem necessidade de cobrir as alas, pôde deixar que os seus médios flectissem para o centro e criassem triangulações que mantinham a posse da bola e permitiam ir avançando. Não fazia muito pela penetração da defesa, demasiado fechada, mas não prejudicava. Era neste aspecto que íamos vendo a idade de Sanches, que de facto vai falhando passes, normalmente por questões de escolha do mesmo (ou do seu timing). No entanto estava sempre disponível para os receber, em movimentações constantes que garantiam que era difícil fazer pressão efectiva aos portugueses.

 

A primeira parte, no entanto, foi sensaborona. Não houve verdadeiras oportunidades e a melhor foi para Gales, com o canto rasteiro para Bale, que atirou por cima. Ronaldo podia ter tido um penalty, mas é da categoria "já os vi dados" mais que dos indiscutíveis. Foi na segunda parte que tudo mudou, essencialmente porque Ronaldo acertou com o alvo num daqueles golos de cabeça em que dá vontade se preencheu o plano de voo antes de saltar na semana passada. Pouco depois Ronaldo finalmente encontrou espaço, rematou mal, Sanches decidiu deixar a bola passar (por pensar que estava em fora de jogo ou para que a bola simplesmente pudesse seguir) e Nani empurrou de instinto para a baliza.

 

Depois disto Gales teve de arriscar e começou a avançar mais, chegando mesmo a mudar o sistema de 3-5-1-1 para um mais claro 4-4-2 ou 4-3-3. Eram desenhos táctcos que poderiam complicar a vida aos portugueses, mas neste caso funcionaram ao contrário. Chris Coleman, perante a falta de mais jogadores de qualidade, tinha encontrado uma fórmula que dava equilíbrio à equipa e retirava o máximo de Gareth Bale. Mudar o sistema libertava novas opções de ataque, mas a partir daí o efeito multiplicador da táctica ficava diluído e a qualidade individual dos portugueses (sim, mesmo Bruno Alves) veio ao de cima.

 

Até ao fim do jogo ficou claro que Portugal, se assim o desejasse, poderia ter marcado mais um par de golos. Não o ter feito não foi apenas uma questão de qualidade de finalização mas também do controlo que Fernando Santos decidiu imprimir à equipa. 2-0 bastava e não havia necessidade de cansar mais os jogadores e abrir espaços.

 

E agora vem a final. Portugal vai sabendo que qualquer que seja o adversário, não vai ser favorito. Não que isso incomode Fernando Santos. Encontrou uma fórmula que tem funcionado razoavelmente bem (apesar de um sorteio favorável - às vezes penso que o terceiro lugar foi de propósito) e não tem ligado ao que os outros pensam de um futebol mais feio. Num jogo contra a Alemanha ou França isso poderá ser favorável, especialmente se Ronaldo conseguir encontrar espaços.

Análise: entre Polónia e Gales

Algumas notas sobre o jogo com a Polónia e o que aí vem contra Gales.

 

O jogo contra a Polónia foi como uma má feijoada reaquecida. A feijoada inicial era o jogo contra a Croácia. Sem sabor, chata e que ninguém quer repetir. Contra a Polónia foi reaquecida, com um pouco de pimenta mais e um tudo nada menos má, mas ainda assim só comida porque era preciso comer algo e sempre é um prato português. De resto repetiu o habitual dos jogos da selecção grega portuguesa: defesa sem compromisso, cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém e parecem ser a melhor coisa do mundo, o meio-campo tem é que se preocupar em não dar espaços e isso de ataques é para alemães que a Grécia ganhou o Europeu a defender enquanto não perdermos não vamos para casa.

 

O único que não leu o livro de instruções foi Renato Sanches. Talvez por ser novito e não ter aprendido grego, não sei. Como não aprendeu decide correr com bola, carregar sobre os adversários, tenta umas fintas e passes arriscados e parece pensar que depois de passar a bola a Ronaldo é boa ideia até seguir com ele. Ronaldo anda tão contente com Sanches que deve estar a pensar em o convidar para um copo de água um dia destes.

 

Confesso: não queria Renato Sanches no onze inicial na passada quinta-feira. A minha lógica era esta: Renato Sanches, apesar da energia que tem, ainda tem alguma falta de discernimento no passe e arrisca passes em demasia. É normal para um jogador com a sua idade e falta de experiência. A técnica em si parece-me excelente, trata-se apenas da decisão. Isto pode ser contudo arriscado no início do jogo, quando os adversários estão frescos e podem explorar estes erros. Na segunda parte, já mais cansado, têm menos capacidade de o fazer. Por isso preferia Sanches a entrar como suplente (â semelhança de Quaresma, que não tem pernas para o jogo inteiro de forma útil). Sanches, apesar de tudo, não ofi o melhor em campo por ter sido excepcional. Contra a Croácia deve ter sido eleito porque era o único de quem os observadores da UEFA se lembraram, a correr e com aquela cabeleira. Era ele ou Perišić, dependendo de qual ganhasse o jogo. Contra a Polónia houve mais actividade, mas ter marcado o golo e o penalty ajudou.

 

E assim, de empate em empate até à vitória final? Para já vem o País de Gales, uma equipa que vai jogar de forma semelhante a Portugal: defesa sólida, meio campo dinâmico e um avançado a tentar explorar a sua velocidade, remate de longe e jogo de cabeça. A maior diferença é que Bale parece conseguir marcar golos de livre. A grande questão para Portugal é se conseguirão penetrar a defesa de três centrais dos galeses. Pessoalmente não vejo isso como muito provável. Ronaldo e Nani serão marcados por dois centrais com o terceiro a apanhar sobras. Não temos alas naturais para poder segurar os laterais galeses (que sobem muito para dar largura à equipa) e estes poderão subir de forma natural. Felizmente para nós Ramsey não joga e não temos que nos preocupar com as suas subidas à área, sendo Joe Allen (extremamente subvalorizado) o jogador que provavelmente dará dinâmica atacante aos galeses.

 

De certa forma fico contente que William Carvalho esteja suspenso para o jogo. É pouco ágil e lento a correr atrás de adversários que o ultrapassaram. Danilo dará menos capacidade ofensiva à equipa e jogará provavelmente mais recuado, para poder acompanhar Bale. Aquilo que no entanto mais calafrios me dará serão as bolas paradas: os galeses são bons nelas (e os portugueses relativamente fracos a defender, se bem que Ronaldo é excelente nas situações defensivas) e é provável que Danilo tenha que parar Bale umas quantas vezes em falta, dando oportunidades em livres.

 

Ofensivamente iremos ao de sempre: corridas de Nani e Sanches e à espera de Ronaldot (não é gralha). Se Ronaldo superstar aparecer, a defesa de três centrais não fará diferença. Se não, estaremos a ver se vamos outra vez aos penalties.

 

Não gosto, mas poderá valer a pena se vencermos. Mas sobre o estilo escreverei noutro post. Agora vou apenas reservar dois litros de café para o jogo de terça-feira. Temo não chegar ao fim acordado.

Análise: Portugal - Croácia

Antes de mais: esta é uma semi-análise dado que não consegui ver a primeira parte. Da mesma forma não fiz qualquer análise do Portugal - Hungria onde só vi os últimos minutos.

 

Quero começar com uma confissão: quando a Croácia beneficiou de um pontapé de canto perto do fim dos 90 minutos, dei por mima  pensar: «marquem pel'amor de tudo o que vos é sagrado». E não era necessariamente um pensamento dirigido a um eventual contra-ataque português.

 

O jogo será definitivamente arquivado com a etiqueta "jogo muito táctico" mas deveria levar coma bolinha vermelha de "aconselhável apenas a pessoas com insónias". Analisar a táctica é simples e complicado. Simples porque pouco houve a analisar. Complicado porque é difícil explicar táctica quando as duas equipas se anularam.

 

 

 

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