Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Comentador de Bancada

Comentador de Bancada

Equipas de sonho - Benfica 1988-94

Sendo eu do Benfica (sim, eu sei o que escrevi antes), tinha que começar por aqui.

 

Neste período o Benfica venceu apenas 3 campeonatos, mas deslumbrou-me e fez sonhar (mesmo que tenha quase iniciado a sua própria destruição). Chegou a duas finais europeias (que perdeu, contra o PSV em penalties em 1988; e perdeu 1-0 contra o super-Milan em 1990). Venceu apenas uma Taça de Portugal e 3 Supertaças Cândido de Oliveira. Fraco pecúlio para uma equipa de sonho que ainda beneficiou de um certo apagamento do Sporting. É verdade. O FC Porto estava nessa altura a entrar na sua marcha de máquina de títulos e era fortemente consistente. O Benfica, no entanto, ia-me fazendo sonhar com o seu futebol por vezes louco.

Equipas de sonho

Quando perguntamos a cada um qual o clube preferido recebemos habitualmente um (ou mais) nome(s). Essa resposta será igual qualquer que seja a altura em que se faça a pergunta. O clube escolhe-se relativamente cedo e raramente (não conheço um único caso) muda para o resto da vida.

 

Aquilo que é curioso é que ninguém é realmente capaz de explicar de forma objectiva porque razão é desse clube. Há as influências habituais dos pais, irmãos, amigos ou sucessos em determinadas alturas. Isso explica as origens da preferência, mas quando se pede a explicação para o porquê de essa preferência se manter, a resposta tende a ser quase igual em todos os casos: «os adeptos são os melhores do mundo», «somos um clube diferente», «este clube representa o/a/um povo/cidade/classe/região/mentalidade/etc [à escolha]» entre outras. Raramente são justificações intemporais, ou seja, que sejam verdade tanto hoje como há 20 anos ou dentro de 30.

 

Vejo o meu caso: sou adepto (cada vez mais passivo) do Benfica. É um clube que precisou de uma Assembleia Geral para aprovar a contratação do primeiro jogador estrangeiro mas que entretanto já teve jogos em que nem um terá jogado. O FC Porto representou, sem qualquer margem para dúvidas, o Porto e a região do norte do país, mas no plantel actual só se encontram 5 jogadores portugueses e apenas um joga com regularidade. Isto não pretende menorizar estas equipas, apenas fazer notar que as identidades são mutáveis ao longo do tempo. Os casos mais claros vêm de Inglaterra, onde os clubes eram uma forma de unificar comunidades locais e são hoje em dia essencialmente veículos de merchandising futebolístico.

 

Por isso preferi fazer um exercício diferente. Em vez de dizer qual a "minha" equipa (Benfica desde pequeno por influência do pai, Académica por ter estudado em Coimbra) prefiro referir equipas que me marcaram no seu período temporal. Exemplos seriam (para ir para uma altura em que não era nascido) o Ajax de 1970-73; o Real Madrid de 1956/60 ou a Wunderteam austríaca de Sindelar e Meisl dos anos 30 (não posso invocar estas equipas porque não as vi jogar a não ser, no melhor dos casos, em pequenos clips no YouTube). Vou referir umas quantas equipas que me fizeram sonhar. Equipas com as quais criei algum tipo de laço emocional por uma razão ou outra, mesmo que não compreenda como surgiu. Nalguns casos poderão ser adversárias do Benfica, mas tentarei não deixar que isso me distraia.

 

Deixo ainda uma sugestão: se os nossos comentadores quiserem fazer o mesmo exercício, que cada um me faça chegar um texto e tentarei publicá-lo. Este tipo de actividade em torno das memórias é normalmente mais agradável quando em grupo.

 

Também aqui.

Critérios nos prémios individuais

E Messi voltou a vencer uma bola de ouro. Há já uns tempos que não ligo a esse folclore. Desde que se retirou o privilégio exclusivo da escolha aos jornalistas e, pior, se começaram a publicar os votos de cada um, que a coisa deixou de ter grande valor. Os jogos políticos dominam e não há qualquer liberdade real de escolha. Vejam-se os casos dos votos de Ronaldo e Messi - capitães das suas seleccções - que votaram exclusivamente nos seus colegas de equipa mas que seriam os primeiros a reconhecer que o outro está sem dúvida entre os melhores do mundo. Como em qualquer eleição o voto deve ser secreto. Torná-lo público é um acto político e deve ser sempre voluntário. Não o fazer elimina a suposta democratização da escolha.

 

Claro que mesmo ignorando este aspecto ainda fica muito por questionar, nomeadamente o critério: o que significa escolher o melhor jogador de futebol do mundo? Há pouco mais de dois anos descrevi alguns dos critérios que via como lógicos (apontando potenciais escolhas para esse ano) e não mudo nada hoje. O único comentário que faria é que Messi seria provavelmente a minha escolha em todas as rubricas.

Pré-Visões do Euro 2016 - Portugal (2)

Fazer previsões sobre o desempenho específico de Portugal é naturalmente difícil a pouco menos de 6 meses de distância. As considerações que fiz sobre as outras equipas dirigiram-se a ideias gerais, sem especificar que jogadores serão chamados, quem estará em forma ou lesionado ou se haverá ainda outras circunstâncias que condicionem uma participação. Isto é tão óbvio que não deverá suscitar contestação. Ainda assim tentarei deixar algumas ideias gerais.

Pré-Visões do Euro 2016 - Portugal (1)

Quando a qualificação começou, o onze inicial de Portugal poderia ser adivinhado pela maioria. Era um onze experiente mas pouco rodado. Paulo Bento é uma criatura de hábitos e gosta de utilizar os jogadores que lhe deram garantias no passado. Como se viu no início, isso não chegou. Uma derrota em casa com a Albânia fez saltar Paulo Bento e chegar Fernando Santos. Na altura (como o indiquei aqui no blogue), achei que era uma má escolha. Não tanto pelas qualidades técnicas mas essencialmente pelo castigo de 8 jogos que pairava sobre Santos. Dei a minha opinião - que reitero agora - que um seleccionador não pode estar fora do banco por demasiado tempo, dado que o seu trabalho enquanto treinador é limitado. Felizmente o castigo foi reduzido para dois jogos e os estragos foram assim mais limitados.

Pré-Visões do Euro 2016 - Evolução de Portugal

Por motivos pessoais não me foi possível ir escrevendo a parte relativa a Portugal até agora. Retomo as minhas reflexões com o texto abaixo. Devido à sua extensão será necessário clicar em "Ler mais" para o resto.

 

Portugal chega a este Europeu em condições diferentes das de anos passados. A "geração de ouro" está completamente reformada e apenas um sucedâneo da mesma sobrevive em Ricardo Carvalho. Esta equipa verá Cristiano Ronaldo chegar ao Europeu já com 31 anos, longe dos 19 aquando do seu primeiro, em solo português em 2004. Foi também nesse ano que Portugal chegou mais longe em competições internacionais, com o segundo lugar, marcando o ponto máximo em termos de classificações da selecção portuguesa. Do meu ponto de vista não foi, no entanto, a melhor prestação. Abaixo analiso os últimos 20 anos de Europeus.

 

 

Mais sobre mim

imagem de perfil

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D