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Comentador de Bancada

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O declínio do Barcelona

Não era suposto ser assim. No ano da morte de Johan Cruijff, num momento em que o Barcelona destruía o Arsenal e parecia ser intocável na Europa, numa altura em que estava com 7 pontos de vantagem sobre o segundo classificado na Liga (Atlético de Madrid), num período em que o trio atacante continuava a fazer sonhar todos os apreciadores de bom futebol e numa altura em que não só parecia estar no bom caminho para ser a primeira equipa  areter o título na era Liga dos Campeões como a primeira equipa a ser capaz de repetir o "triplete" em anos consecutivos....

 

Quando tudo parecia estar a correr sobre rodas... 4 derrotas, um empate, eliminação na Liga dos Campeões e vantagem na Liga apenas no duelo individual com o Atlético.

 

Não, não era suposto ser assim. Este era suposto ser o ano em que o Barcelona demonstrava de vez que o seu sucesso recente se devia a mais que Guardiola e derivava de uma filosofia verticalizada em todo o clube. Era o ano em que a filosofia do passe, da pressão e procura de espaços finalmente atingiria o seu expoente máximo na forma como maximizava o potencial de um trio atacante que se complementa como poucos na história. Não era suposto a narrativa continuar assim.

 

 

Equipas de Sonho - Dream Team 1992

Na memória dos adeptos de futebol, especialmente nestes tempos subsequentes à morte de Johan Cruijff, há a tendência de relembrar o seu Dream Team do Barcelona. Aquilo que o comum adepto de futebol que não liga a outros desportos vai esquecendo é que este nome não surgiu simplesmente do nada devido ao futebol mágico da equipa. A origem do nome remonta ao Dream Team original, o da equipa de basquetebol que os EUA levaram aos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992.

 

Hoje em dia há muitos que se esquecem, mas até 1992 o basquetebol era considerado uma modalidade amadora e como tal os profissionais não eram aceites nos JO. Os norte-americanos enviavam então apenas equipas de jogadores universitários para enfrentar os seus rivais dos outros países. Entre estes a principal oposição provinha da União Soviética que, devido ao seu sistema político, podia apresentar jogadores profissionais em tudo menos no nome (os jogadores faziam parte de equipas do exército, polícia, etc). Outros países seguiam esta regra, mesmo a oeste do Oder, usando estatuto de estudantes, professores, etc.

 

Quando em 1989 a FIBA aprovou a abertura do torneio a profissionais (por iniciativa jugoslava e com oposição soviética e, ironicamente, dos EUA), a federação americana pediu à NBA para fornecer os jogadores para a equipa. Nos anos 80 a TV por cabo estava já bastante disseminada nos EUA mas era incipiente (quando presente) noutros países. A NBA era para consumo interno ou de especialistas noutros países que fossem ao país. Como tal, a NBA não estava muito entusiasmada com a ideia de retirar férias aos seus melhores jogadores para irem jogar num torneio que não entusiasmava o seu público-alvo.

 

Apesar disso, a ideia de ver tantas estrelas concentradas numa única equipa e num ambiente competitivo atraiu o público e vários media. A única oportunidade de tal concentração era ver o All-Star Game, com as estrelas divididas em duas equipas mas sem a motivação de um jogo a doer. Os Jogos Olímpicos ofereciam uma oportunidade única.

 

 

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