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Comentador de Bancada

Comentador de Bancada

O clima tóxico do debate futebolístico

Ao ler os comentários desportivos, entre jornais e blogues, descubro que é dominado por um facciosismo clubístico ou sectário (quando intra-clube) que de tão barulhento não deixa espaço para quase nada mais. É um facciosismo que se repete mas bastante amplificado quando passa para as televisões, onde não existem debates, apenas gritos de claques engravatadas. Se eu passar os olhos pelo meu feed do Facebook descubro as mesmas tendências, com posts dedicados a alfinetadas (quando escritos por pessoas educadas), ataques declarados (quando o autor de vê como assertivo) ou mesmo insultos grosseiros.

 

Não é nada de novo. Quem se sentasse à mesa de um café há cerca de 20 anos já o poderia sentir. As conversas eram fortemente tingidas pelas cores clubísticas e envolviam habitualmente um certo nível de oposição aos outros clubes. Isto era normal e saudável, sendo que raramente as discussões atingiam níveis violentos, mesmo que apenas oralmente. Ainda assim os jornais e televsões mantinham posições mais ponderadas, mesmo quando orientados para um clube.

 

 

Também aqui.

Sem sucessores para o trono

Foi há dez anos que um jogador não chamado Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi venceu pela última vez a Bola de Ouro (na versão só da France Football ou associada à FIFA). Estávamos em 2007 e Kaká tinha acabado de guiar o AC Milan à vitória na Liga dos Campeões. Abaixo dele ficaram nesse ano Ronaldo e Messi. Depois disso, um deles venceu o troféu e apenas em 2010 o outro não ficou no segundo lugar (quando Messi venceu o troféu e Xavi e Iniesta, acabados de levar a Espanha ao título mundial, ficaram no pódio).

 

Este domínio é completamente sem precedentes e será difícil que se repita. Sem precedentes porque raramente dois jogadores estiveram tão acima dos seus contemporâneos e mrcaram o jogo de forma tão brutal. Também porque nos períodos em que houve situações semelhantes (nos anos 50 com Puskas e Di Stefano, nos anos 70 com Cruijff e Beckenbauer, por exemplo), ne o domínio era tão intenso nem havia uma exposição mediática tão extensa e tão focada nos momentos de brilhantismo destes jogadores. Efectivamente, tão importante como os seus talentos e desejo de vencer é o apouio mediático que os jogadores recebem dos seus clubes e do seu staff, cientes que estão da mina de ouro que possuem.

 

 

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