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Comentador de Bancada

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Análise: entre Polónia e Gales

Algumas notas sobre o jogo com a Polónia e o que aí vem contra Gales.

 

O jogo contra a Polónia foi como uma má feijoada reaquecida. A feijoada inicial era o jogo contra a Croácia. Sem sabor, chata e que ninguém quer repetir. Contra a Polónia foi reaquecida, com um pouco de pimenta mais e um tudo nada menos má, mas ainda assim só comida porque era preciso comer algo e sempre é um prato português. De resto repetiu o habitual dos jogos da selecção grega portuguesa: defesa sem compromisso, cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém e parecem ser a melhor coisa do mundo, o meio-campo tem é que se preocupar em não dar espaços e isso de ataques é para alemães que a Grécia ganhou o Europeu a defender enquanto não perdermos não vamos para casa.

 

O único que não leu o livro de instruções foi Renato Sanches. Talvez por ser novito e não ter aprendido grego, não sei. Como não aprendeu decide correr com bola, carregar sobre os adversários, tenta umas fintas e passes arriscados e parece pensar que depois de passar a bola a Ronaldo é boa ideia até seguir com ele. Ronaldo anda tão contente com Sanches que deve estar a pensar em o convidar para um copo de água um dia destes.

 

Confesso: não queria Renato Sanches no onze inicial na passada quinta-feira. A minha lógica era esta: Renato Sanches, apesar da energia que tem, ainda tem alguma falta de discernimento no passe e arrisca passes em demasia. É normal para um jogador com a sua idade e falta de experiência. A técnica em si parece-me excelente, trata-se apenas da decisão. Isto pode ser contudo arriscado no início do jogo, quando os adversários estão frescos e podem explorar estes erros. Na segunda parte, já mais cansado, têm menos capacidade de o fazer. Por isso preferia Sanches a entrar como suplente (â semelhança de Quaresma, que não tem pernas para o jogo inteiro de forma útil). Sanches, apesar de tudo, não ofi o melhor em campo por ter sido excepcional. Contra a Croácia deve ter sido eleito porque era o único de quem os observadores da UEFA se lembraram, a correr e com aquela cabeleira. Era ele ou Perišić, dependendo de qual ganhasse o jogo. Contra a Polónia houve mais actividade, mas ter marcado o golo e o penalty ajudou.

 

E assim, de empate em empate até à vitória final? Para já vem o País de Gales, uma equipa que vai jogar de forma semelhante a Portugal: defesa sólida, meio campo dinâmico e um avançado a tentar explorar a sua velocidade, remate de longe e jogo de cabeça. A maior diferença é que Bale parece conseguir marcar golos de livre. A grande questão para Portugal é se conseguirão penetrar a defesa de três centrais dos galeses. Pessoalmente não vejo isso como muito provável. Ronaldo e Nani serão marcados por dois centrais com o terceiro a apanhar sobras. Não temos alas naturais para poder segurar os laterais galeses (que sobem muito para dar largura à equipa) e estes poderão subir de forma natural. Felizmente para nós Ramsey não joga e não temos que nos preocupar com as suas subidas à área, sendo Joe Allen (extremamente subvalorizado) o jogador que provavelmente dará dinâmica atacante aos galeses.

 

De certa forma fico contente que William Carvalho esteja suspenso para o jogo. É pouco ágil e lento a correr atrás de adversários que o ultrapassaram. Danilo dará menos capacidade ofensiva à equipa e jogará provavelmente mais recuado, para poder acompanhar Bale. Aquilo que no entanto mais calafrios me dará serão as bolas paradas: os galeses são bons nelas (e os portugueses relativamente fracos a defender, se bem que Ronaldo é excelente nas situações defensivas) e é provável que Danilo tenha que parar Bale umas quantas vezes em falta, dando oportunidades em livres.

 

Ofensivamente iremos ao de sempre: corridas de Nani e Sanches e à espera de Ronaldot (não é gralha). Se Ronaldo superstar aparecer, a defesa de três centrais não fará diferença. Se não, estaremos a ver se vamos outra vez aos penalties.

 

Não gosto, mas poderá valer a pena se vencermos. Mas sobre o estilo escreverei noutro post. Agora vou apenas reservar dois litros de café para o jogo de terça-feira. Temo não chegar ao fim acordado.

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