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Comentador de Bancada

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Euranálises - Grupo B

Inglaterra – Rússia – Eslováquia – Gales

 

Se em relação às minhas pré-visões de há seis meses eu terei que rever em baixa as expectativas para algumas das equipas (Bélgica, França, Alemanha...) isso não se passa em relação à Inglaterra. Os problemas habituais das selecções inglesas estão presentes: expectativas excessivas, campeonato longo, falta de pausa de Inverno, um jogo excessivamente dinâmico para o Verão. Por outro lado a equipa beneficia de ter jogadores mais jovens e energéticos e de dois clubes com abordagens semelhantes: pressão alta e dinâmica elevada. Além disso têm vários jogadores ainda relativamente mal conhecidos devido à sua menor exposição ao futebol continental (Kane, Alli, Vardy, Rashford, Barkley, etc) e que podem apanhar adversários de surpresa. Num torneio com várias equipas com prestações abaixo do esperado, a Inglaterra poderá ir mais longe do que o que se espera.

 

Isto poderá surpreender alguns, mas neste grupo é muito possível que Gales acabe em segundo lugar. Para tal será necessário que o seu onze inicial esteja bem fisicamente, dado o seu equilíbrio e a falta de alternativas. A equipa é sólida defensivamente, tem um meio campo que se complementa bem e cheio de energia. Além disso toda a equipa joga de forma a dar espaços para Gareth Bale galopar em direcção à baliza atacante. Se há melhores jogadores e jogadores mais completos, Bale será provavelmente o melhor e mais devastador jogador do mundo em contra-ataque puro. Tem enorme capacidade para sprints longos, é forte e tem um remate fantástico com ambos os pés. Gales jogará para Bale e tudo girará em torno dele. Há planos piores.

 

A Rússia sofreu um enorme golpe quando Dzagoev e Denissov se lesionaram. A falta da provável dupla inicial no centro do meio campo obriga a uma reorganização do estilo de jogo, o que não convém à equipa. Embora o onze seja equilibrado sob a batuta de Slutski, a dupla de centrais (Ignachevitch e Berezutski) é já bastante velha (ainda se lembrarão da queda do Czar) e lenta. Contra avançados como os ingleses e galeses é muito provável que se vejam expostos. A falta de experiência europeia também jogará contra eles. A sua esperança será o treinador Slutski, mas há limites para o que pode fazer. Apesar da qualidade de alguns jogadores, eu não ficaria surpreendido com um 4º lugar no grupo.

 

Já a Eslováquia, à semelhança de Gales, tem uma equipa que revolve em torno de uma estrela que opera atrás do ponta de lança – Hamšík. O resto da equipa terá menos pontos fracos que Gales, mas não tem secundários ao mesmo nível. A Eslováquia irá certamente apresentar-se bem organizada, preocupada em lançar ataques menos rápidos que Gales – Hamšík é um jogador diferente – e focada em tentar capitalizar em bolas paradas. Irão lutar pelo segundo lugar com Gales, mas provavelmente não o conseguirão. É no entanto possível que passem como um dos melhores terceiros classificados.

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