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Comentador de Bancada

Comentador de Bancada

Euranálises – Grupo D

Espanha – República Checa – Turquia – Croácia

 

Nota: escrito já depois do Turquia – Croácia.

 

Se há grupo da morte, será este. A Espanha é a equipa teoricamente mais forte do grupo, mas as restantes estão muito equiparadas. Em princípio os espanhóis não teriam oposição real, mas a aura de invencibilidade que tinham dissipou-se no último mundial. Mesmo com uma renovação em curso e sem Xavi, jogadores como Thiago, Koke, Saúl, etc, seriam suficientes para acalmar mesmo os mais nervosos. O problema é que o mundo também evoluiu e, numa era de equipas a depender de goleadores, a Espanha não tem uma óbvia fonte de golos. Alcácer seria o melhor jogador para a equipa mas a falta de forma (dele e do Valência) afastou-o da equipa. Aduriz foi o melhor goleador espanhol da última época mas é um jogador diferente, dependente do serviço para a área e de cruzamentos. Jogar com um “falso 9” como em 2012 não será aconselhável: os jogadores estão mais velhos e menos dinâmicos e os adversários conhecerão as tácticas. Muito dependerá do primeiro jogo, onde muitas perguntas serão repsondidas e onde a confiança para o resto do torneio poderá ser estabelecida. Com uma vitória convincente (mesmo por 1-0, desde que a exibição seja “à espanhola”) tornará os espanhóis favoritos. Sem ela... bem, as coisas complicar-se-ão.

 

Checos, turcos e croatas deverão discutir os restantes lugares. À partida os turcos poderão partir em desvantagem. Apesar de terem melhores indivíduos (Turan, Çalhanoğlu, Şahin, entre outros), a equipa é geralmente menos equilibrada e terá menos coesão. Dito isto, terem Fatih Terim como treinador ajuda e a sua paixão nivela muitas deficiências. A Croácia pode gabar-se de ter provavelmente o melhor meio-campo da competição, pelo menos em posse de bola. Modrić, Rakitić, Brozović e Kovačić são do melhor que o mundo pode ter em termos de posse de bola. Há melhores indivíduos, mas a colecção dos croatas é excepcional. Também no ataque estão bem servidos, com Mandžukić, Kalinić ou Perišić. A defesa também é boa, mas tem alguns problemas, como a insitência num Srna cujo prazo de validade a este nível poderá já ter passado e que poderá ser um ponto fraco a explorar. A República Checa beneficia de um dos mais interessantes treinadores da actualidade (o infelzmente pouco conhecido Pavel Vrba, anteriormente responsável pela ascensão do Viktoria Plzeň a nível nacional e europeu) e uma equipa bastante equilibrada, mesmo que sem grandes individualidades (de certa forma o oposto da Turquia). Não prejudica terem um dos melhores guarda-redes do mundo, capaz não só de excelentes defesas como de organizar a defesa e de transmitir tranquilidade a toda a equipa. Se conseguirem encontrar forma de marcar golos, poderão surpreender, não só no grupo como no torneio.

 

Este será um dos grupos tacticamente mais interessantes. As equipas ou são equilibradas, ou têm treinadores que as equilibram ou ambos. A Espanha deverá vencer o grupo e, teoricamente, os croatas seriam segundos classificados e os checos terceiros, com a Turquia em último. O problema é que em grupos tão equilibrados será difícil dar estas garantias.

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