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Comentador de Bancada

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Pré-Visões do Euro 2016 - Alemanha

E prontos. A Alemanha é a campeã mundial em título, continua a ter uma equipa temível e uma máquina de produção de talentos excepcional. Só pode ser a favorita ao título europeu.

 

Em princípio seria difícil dizer outra coisa. A qualificação não foi tão simples quanto desejariam os alemães, mas a verdade é que o formato os deixou relaxados. Joachim Löw tratou os jogos como amigáveis mais intensos e usou o tempo possível para procurar soluções e alternativas aos jogadores que abandonaram após o Mundial e outras hipóteses para certas posições.

 

Neste aspecto parece ter encontrado uma solução para defesa esquerdo em Jonas Hector, jogador do Colónia. Não tem muita experiência mas adaptou-se bem e parece ser o tipo de jogador sólido e pouco espectacular que vai sendo necessário em qualquer grande equipa. A grande questão é como reagirá quando enfrentar directamente alguns dos melhores jogadores do mundo. Na lateral direita está o principal problema para Löw, onde existe um buraco enorme buraco na forma gigante de Phillip Lahm para tapar. Löw tem promovido muitas experiências (com centrais e médios testados ali) mas ainda não encontrou soluções. O progresso de Matthias Ginter nessa posição é promissor, mas Löw tem a fama de preferir não usar jogadores do Dortmund.

 

No resto da equipa já vão sobrando as alternativas. Num meio campo cheio de excelentes jogadores a tratar a bola, a recuperação e forma de Sami Khedira será essencial, já que é a cola e o músculo da equipa. No mundial a sua reentrada na equipa (e subsequente passagem de Lahm do meio campo para defesa direito) foi fundamental para a caminhada para o título. No presente meio campo apenas ele e Kramer têm a capacidade de emprestar força a um meio campo capaz e fazer 300 passes em meio minuto mas que tem dificuldades quando enfrenta jogadores durinhos.

 

Para a engrenagem do ataque, muito dependerá de manter Gündoğan em forma, já que é o motor do meio campo e compensa o declínio de Schweinsteiger. Com o Dortmund a competir na muito longa Liga Europa pode acontecer no entanto que Gündoğan chegue ao Europeu com as baterias vazias. Kroos é também importante, mas neste momento ocupa uma posição semelhante à de Gündoğan e nessas funções este é actualmente um jogador superior (e Kroos também poderá chegar exausto ao final da época, à semelhança da passada).

 

No ataque o jogador mais excitante será talvez Marco Reus que é fenomenal mas não parece ser capaz de jogar mais que quatro jogos sem se lesionar por dois meses. Claro que uma equipa que tem o Raumdeuter Thomas Müller, Mesut Özil, Julian Draxler, André Schürrle, Mario Götze, etc, nunca deixará de ter poder de fogo suficiente. O problema é a falta de um ponto de referência no centro como Klose o era e em redor do qual os restantes jogadores se podem mover e criar espaços.

 

Não deixa de ser curioso que aquele que é potencialmente a estrela da equipa seja o seu guarda-redes. Manuel Neuer não é só possivelmente o melhor guarda-redes do mundo, oferece também uma capacidade de jogar a líbero (defensiva e ofensivamente) que liberta outros jogadores como Hummels e Boateng para participarem no ataque. Para o sucesso da equipa muito dependerá do trabalho de pré-competição desenvolvido por Löw no mês antecedente ao torneio e que tão bons resultados deu no Brasil. Também será fundamental que alguns jogadores cheguem relativamente frescos a França, sem jogos a mais nas pernas.

 

Quando tudo se proporciona, a Alemanha é provavelmente a melhor equipa do mundo. Neste momento, no entanto, sinto que lhes falta um bocadinho assim...

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