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Comentador de Bancada

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Pré-Visões do Euro 2016 - Chatos

Nesta lista colocarei aquelas equipas que, não sendo candidatas nem tendo sequer a capacidade para, em condições especiais, vencerem a competição, são daquelas que chateiam e, em um ou dois jogos, poderão eliminar favoritos. Nalguns casos será pelo poder das suas estrelas, noutros pelo colectivo. Em qualquer deles serão incómodos caso não impludam (e isso sucederá com alguns deles).

 

Eslováquia

Apesar de ter jogadores conhecidos como Škrtel e Hamšík, a grande força da Eslováquia é o seu colectivo. Deram muitos problemas à Espanha no início da qualificação com a sua capacidade de jogarem compactos e com entreajuda. Têm um conjunto de jogadores secundários com alguma qualidade em Hubočan, Weiss, Kucka, Nemec ou Stoch e podem assustar. Não irão provavelmente muito longe - passar a fase de grupos seria um sucesso - mas farão a vida difícil a alguns adversários.

 

Gales

É uma equipa cujo sucesso depende essencialmente da sua estrela: Gareth Bale. Felizmente para eles, Bale poderá beneficiar muito de Gales ser uma equipa que terá de defender com frequência e atacará essencialmente em velocidade. Bale será quase inigualável na sua capacidade de fazer longos sprints em velocidade e apoiado também em grande força física. A sua capacidade de atirar de distância também ajuda e não é por acaso que marcou 7 dos 10 golos da equipa na qualificação.

A equipa depende muito de uma defesa que defende atrás com a presença sólida se pouco espectacular de Williams e Davies e com Joe Allen e Aaron Ramsey no meio campo. O resto da equipa é medíocre, mas um contra-ataque galês conduzido por Bale poderá descarrilar a campanha de qualquer favorito.

 

República Checa

Mais uma equipa que se apoia na solidez. Tanto que a estrela é o guarda-redes Petr Čech. Dos restantes jogadores ainda se destaca o nome de Tomáš Rosický e poderemos reconhecer Gebre Selassie, Pilař, Kalas ou Necid. A verdade é que é uma equipa que depende enormemente não só das defesas de Čech como na sua voz de comando - dentro e fora do campo. No ataque não ameaçarão (poderão causar problemas em bolas paradas às equipas mais baixas) mas serão difíceis de quebrar defensivamente.

 

Rússia

Talvez alguns colocassem os russos no patamar acima, no de potenciais. A verdade é que os russos têm ainda um futebol excessivamente insular para dar o passo seguinte. Os jogadores ficam demasiado tempo na Rússia e são pouco expostos aos estilos do resto da Europa. Depois da modorra de Capello, Leonard Slutsskí revitalizou a equipa e fez os jogadore mais confiantes e capazes de jogar melhor futebol. Um dos problemas da equipa é o seu relativo envelhecimento: têm jogadores como Ignachevitch, Berezutski (ambos), Chirokov, Denissov, Jirkov ou Kerjakov que estão já nos seus 30 e não viram a sua geração renovada. Por outro lado ainda faltam jogadores mais jovens e só agora jogadores como Tcherichev, Dzagoev, Chtchenikov, Dzíuba (nenhum deles assim tão jovem quanto isso) começam a ter a sua oportunidade.

Em teoria esta seria uma equipa capaz de competir com qualquer adversário, especialmente quando lhe adicionamos Akinfeev, mas até este último sofreu por ter ficado apenas na Rússia: tivesse ele sido exposto a outras escolas e talvez falássemos dele como outro Neuer. É uma equipa com potencial para incomodar muito, mas provavelmente não mais que isso. No final, a veterania de uns e a falta de experiência de outros acabará por falar mais alto.

 

Suécia

Um nome: Zlatan Ibrahimović. Isto basta para que qualquer equipa encare um jogo com os suecos com cuidado. Não haverá muitos jogadores no mundo tão capazes de inventar um golo do absoluto vácuo como Le Zlatan. É também a personalidade mais divertida na competição e uma lufada de ar fresco ver como não se leva a sério a si mesmo.

Infelizmente o resto da equipa é relativamente medíocre, mesmo que relativamente sólida. Possuem os tradicionais centrais altos, forte e lentos, os médios altamente trabalhadores e os jogadores capazes de trabalhar para as estrelas. Quando enfrentarem algumas equipas poderão ser mesmo muito chatos, especialmente se defenderem muito atrás e usarem as bolas paradas (Larsson e Källström são excelentes nisso). E depois têm Zlatan. Poderão ser uma equipa chata de enfrentar, mas com Zlatan valerá sempre a pena ver os seus jogos.

 

Ucrânia

Iármolenko e Konopliánka: os dois extremos que farão a cabeça em água a qualquer adversário. É por eles que passará qualquer potencial sucesso ucraniano em solo francês. Da restante equipa sobram Piatov, Kutcher, Stepanenko, Ribalka e Kravets. Serão o elenco secundário. O plano será simples: dar a bola aos extremos e esperar que eles inventem golos do nada. É simples mas em certos jogos será provavelmente eficaz.

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