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Comentador de Bancada

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Pré-Visões do Euro 2016 - Espanha

Em muitas conversas de café a Espanha desceu vertiginosamente da lista de favoritos à conquista do torneio europeu. É normal apontar os espanhóis como um dos favoritos mas a aura de invencibilidade desapareceu com o 1-5 contra a Holanda no mundial.

 

Isso não deixa de ser curioso, uma vez que a Holanda poderia perfeitamente ter perdido esse jogo (esteve a um chapéu mal feito de David Silva de estar a perder 2-0 momentos antes da igualdade) e porque os holandeses desapareceram de cena, demonstrando como os ventos podem mudar de direcção. Fazer o downgrade à Espanha é não só injusto como enganador. Se perderam o jogador que melhor os definiu e que será talvez o mais importante na sua história - Xavi - também não deixa de ser verdade que continuam a ter jogadores fantásticos, misturando experiência e juventude como poucas equipas poderiam sonhar em fazer.

 

Dos previamente campeões (europeus e/ou mundiais) convém lembrar que Casillas, Ramos, Piqué, Alba, Busquets, Iniesta, Fàbregas, Silva, Cazorla, Mata, Pedro ou Albiol ainda jogam e são chamados. Dos mais novos incluem-se nomes como de Gea, Bernat, Gaya, Isco, Thiago, Koke, Costa ou Morata. Desta mistura poderiam resultar bancos que quase todas as outras selecções adorariam apresentar de início. Isto não é o mesmo que dizer que são os mais óbvios candidatos ao título. Xabi Alonso e Busquets combinavam na perfeição para dar solidez ao meio campo e na ausência daquele, Busquets tem de fazer o trabalho de dois. Está cada vez melhor (vejam os jogos do Barcelona) mas Alonso deixa um buraco grande no meio-campo. No centro da defesa faltam alternativas a Piqué e Ramos, com Iñigo Martinez e Marc Bartra a não estarem sequer perto do mesmo nível e a tardarem a concretizar a promessa que fazem há anos. Javi Martinez é uma alternativa, mas é um trinco adaptado, oferecendo qualidades diferentes. Na baliza há a questão: Casillas (o capitão, líder e lenda) ou de Gea (neste momento já o melhor guarda-redes espanhol). A questão parece menor, dada a qualidade, mas pode ter repercussões no resto da equipa e será por isso que del Bosque trata o assunto com pinças.

 

No ataque há ainda a questão de qual o esquema a utilizar. Um 4-4-2 com Costa e Morata que torna a equipa muito afunilada ou um 4-6-0 que deu resultados no Euro 2012 mas para o qual os adversários já se prepararam? Ou algo de permeio, com o risco de os pontas de lança não funcionarem bem no estilo da equipa (Morata e Costa são, cada um à sua maneira, mais directos que a maior parte dos colegas). Jogadores certos deverão ser Ramos, Piqué, Alba, Busquets, Iniesta. Thiago provavelmente também e o meio campo deverá ser completado com Koke (que combina técnica com capacidade física).

 

Muito depende no entanto do objectivo de del Bosque em cada jogo. Fàbregas oferece outras características e é mais efectivo perto dos avançados, Isco traz imprevisibilidade e a velocidade e largura de Nolito e Pedro obrigam a outro estilo de jogo. Será esta imprevisibilidade que poderá ser o problema da Espanha. Del Bosque ainda não pareceu ter acertado num esquema definido e era essa grande parte da força da Espanha em torneios anteriores: a sua capacidade de jogar com os mesmos jogadores fazendo apenas ajustes pontuais de acordo com a oposição ou o desenrolar de um jogo.

 

Neste momento há a sensação que bastará um plano falhado para a equipa se desmoronar - ou na fase de grupos ou nas eliminatórias. É uma favorita, mas não consigo deixar de a colocar talvez como terceira na minha lista. Só que ainda é cedo...

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