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Comentador de Bancada

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Pré-Visões do Euro 2016 - França

Antes de mais e sem rodriguinhos: considero a França a mais forte candidata ao título nopróximo europeu. Faço-o com a consciência que podem sair ao fim de três joguinhos sofríveis e terei depois aqui os leitores a ridicularizarem o meu post, mas também o faço "de peito aberto" para que esta opinião possa ser seguida.

 

Em geral as minhas razões: uma equipa muito forte, com mistura jogadores experientes e jovens; um treinador inteligente e pragmático; um torneio em casa, pouco mais de seis meses depois dos ataques em Paris. Pontos fracos: algumas lacunas na equipa; a por vezes excessiva precaução de Deschamps; e a falta de jogos competitivos.

 

Em relação à equipa, veja-se o seguinte elenco: Lloris (dos melhores guarda-redes do mundo), Sagna, Digne, Koscielny, Varane, Sakho, Zouma, Pogba, Schneiderlin, Cabaye, Matuidi, Kondogbia, Payet, Valbuena, Benzema, Griezmann, Giroud, Martial, Lacazette, Fekir, etc. Há pontos fracos: a alternativa a Sagna a defesa direito é fraca; na esquerda é uma escolha entre o inexperiente Digne e o excessivamente experiente Evra. Há dúvidas no meio campo criativo: Payet, Cabaye ou Valbuena podem oferecer essa opção, mas não é óbvio qual deles o fará e sob que forma (mais livre, mais recuado ou mais avançado, respectivamente). Martial (ou Coman) são excitantes mas ainda tenrinhos a este nível. Benzema poderá estar afectado pelas suas tribulações privadas. Giroud oferece outras opções mas não é o mais temível.

 

Há portanto muitas questões a que Deschamps terá encontrar resposta antes do torneio começar. A preparação poderá no entanto ser uma forma de colmatar essas lacunas e a falta de jogos competitivos. Deschamps sabe treinar e é esse o trabalho do seleccionador antes de um torneio começar. Aqui estará em vantagem a relação a treinadores que são figuras paternas ou motivadores (Wilmots na Bélgica, por exemplo). Os franceses também já demonstraram serem capazes de se exceder perante o seu público (Euro 1984, Mundial 1998) e assim que as coisas se afiguram difíceis lá irrompe a marselhesa no estádio, o que é sempre capaz de galvanizar. Associe-se a isto a ressaca dos ataques em Paris e o apoio à selecção francesa atingirá níveis estratoféricos.

 

Um dos maiores problemas é a tendência para a implosão do grupo. Ben Arfa tem vindo a apresentar-se como opção renovada, mas também costuma trazer tensões. O caso Valbuena-Benzema não está esclarecido. Não há um líder natural no grupo, alguém com a voz de comando presente nos anteriores sucessos franceses (Platini em 84, Deschamps em 98/2000). Falta também uma super-estrela (também Platini em 84, Zidane em 2000 mas essencialmente ausente em 98). Esse papel poderá ser reservado a Pogba, mas este parece ser cada vez mais um super-jogador que não se especializa em nada apesar de ser excelente em tudo. Fekir poderá ser a peça que falta ao puzzle, o que será uma surpresa para quem não o conheça (e ainda traz o bónus de estar lesionado parte da época mas em princípio recuperar perfeitamente a tempo de atingir o pico de forma).

 

É difícil prever o desenho táctico de Deschamps porque não sabemos quais os jogaodres que tem em mente (ou vice-versa: sem saber os jogadores não podemos prever a táctica). Na defesa Varane será quase garantido com boas possibilidades de emparceirar com Koscielny. À direita é Digne e à esquerda a ver vamos. No meio campo Pogba é garantido, mas não sabemos em que funções. Poderá ter Matuidi e/ou Kondogbia por parceiros num meio campo musculado ou Cabaye e Valbuena e/ou Payet num meio campo mais técnico e imprevisível. Benzema poderá ter Griezmann ao lado ou a flanqueá-lo. Neste caso será necessário procurar o outro extremo (Martial, Coman ou mesmo Matuidi seriam opções). Onde Fekir cabe não se sabe. Talvez no ataque ou no topo do meio campo. Depende da táctica.

 

Deschamps poderá ter à disposição variações entre 4-3-3, 4-2-3-1 (com extremos clássicos ou invertidos) ou 4-4-2 (com o meio campo em linha ou losango ou mais flexível). Do meio campo para a frente as opções são imensas. Na defesa Deschamps estará a rezar para que alguns dos seus jogadores permaneçam saudáveis. Seja como for, é esta a minha (pre)visão: Deschamps conseguirá escolher uma equipa equilibrada, irá treinar os jogadores correctamente, uma estrela saberá assumir as responsabilidades e o espírito do país irá unir os jogadores. Tudo isso se juntará para fazer a França campeã europeia.

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