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Comentador de Bancada

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Pré-Visões do Euro 2016 - Restantes

Depois dos favoritos, dos potenciais e dos chatos chega a vez dos outros, aqueles que vão ao Euro para fazer figura de corpo presente, sonhar com um empate ou até uma vitória e que só em casos excepcionais conseguem mais do que retirar um pontinho às outras equipas. Não quero ser injusto: alguns deles poderiam merecer lugar noutra das listas. A Grécia em 2004 possivelmente cairia aqui. Nada impede que a campanha de uma destas equipas se torne excepcional, mas à partida isso não sucederá.

 

Albânia

Enfrentaram Portugal duas vezes e não me importaria que repetissem a dose em França. Irão provavelmente jogar de forma defensiva, de tracção atrás e tentando os contra-ataques rápidos como no golo que marcaram a Portugal. São, à excepção de um ou outro jogador, excessivamente tenrinhos e provavelmente sofrerão. Estarão felizes de ali estar e isso provavelmente levará a entusiasmo a mais. Lorik Cana tem experiência do futebol italiano e deverá organizar a defesa. No meio-campo veremos o irmão do Síço Granit Xhaka, Taulant, ambos nascidos na Suíça. Estes serão os nomes mais conhecidos da equipa que depende de alguns elementos da diáspora para compensar a falta de experiência. Um dia os albaneses poderão ser um nome de maior peso, mas para já vão essencialmente participar para mostrar a bandeira.

 

Hungria

Esta não é a Aranycsapat dos anos 50. Nem sequer uma das sólidas equipas do passado mais recente. É uma equipa de jogadores que teriam dificuldade em entrar na maioria das outras selecções. No entanto, treinada pelo alemão Bernd Storck, a Hungria ultrapassou estes obstáculos para se qualificar para o Europeu. Não será um sinal de ressurgimento deste país no panorama futebolístico europeu (é justo reconhecer que provavelmente não se teriam qualificado no formato anterior) mas demonstra que o espírito de grupo, a coragem e a sorte também têm o seu lugar (por exemplo no play-off com a Noruega). Os nomes mais conhecidos serão Ádám Bogdán (suplente no Liverpool), Gábor Király (o velhinho guarda-redes), Zoltán Gera (agora com 36 anos, chegou a jogar no Fulham), o capitão Balázs Dzsudzsák (andou pelo PSV, na Holanda) e Ádám Szalai (que fez nome no Mainz na Alemanha). Será difícil avaliar aquilo que pdoerão atingir, mas certamente que um ou dois pontos seriam já razão para alguma satisfação.

 

Irlanda do Norte

Venceram inesperadamente o grupo teoricamente mais fraco, mas também o mais equilibrado. Isso pode não dizer muito da sua qualidade mas garante mentalmente estes irlandeses do norte da ilha são bastante fortes. Também aqui estrelas são poucas ou nenhumas. O nome mais conhecido será Jonny Evans, central formado no Manchester United, durante muito tempo considerado o sucessor de Ferdinand, mas agora despachado para o West Bromwich Albion. Para lá de Evans será possível reconhecer Roy Carrol agora com 38 anos, que em tempos também andou pelo Manchester United (emora não muito a titular). Há depois alguns jogadores a alinhar nas Premier League inglesa e escocesa, com os outros em equipas de menor dimensão. Não os conhecendo bem, corro o risco do estereótipo. Praticarão um futebol à inglesa, durinho, forte, directo e fundamentalmente pouco adequado a um torneio destes. A minha espectativa? 3 derrotas e um goleada. Os adeptos irão no entanto divertir-se.

 

Islândia

Qualificaram-se à frente de República Checa e Turquia no grupo e no entanto coloco-os mais abaixo deles nas minhas expectativas. Isto resulta da sua muito pouca experiência e do futebol pouco adequado a um Euro jogado no Verão. Têm em Guðjohnsen o seu jogador mais conhecido e em Sigurðsson o melhor da actualidade. Em Finnbogason têm um avançado com experiência de melhores ligas (espanhola, holandesa e grega) e depois mais um ou outro em equipas de segunda linha. Do que lhes vi na qualificação, beneficiram de ser uma equipa com entusiasmo, solidária, e beneficiaram da sorte. Esta não estará excluída em França, mas provavelmente será menos importante. Ainda assim, se apanharem o adversário ideal, poderão surepreender alguma equipa.

 

República da irlanda

Mais uma equipa britânica a chegar inesperadamente à fase final. A Irlanda foi, nos tempos de Jack Charlton, uma equipa sólida com alguns bons jogadores que desequilibravam. Hoje em dia tenta manter-se solidária, disciplinada e esforçada, esperando que algum dos jogadores tenha um rasgo de sorte e mude o jogo. Foi assim que surpreenderam a Alemanha e que foram conseguindo ir obtendo uns resultados esforçados que os levaram ao play-off com a Bósnia e Herzegovina, o qual venceram de forma algo surpreendente. Os melhores jogadores serão James McCarthy, Aiden McGeady e Shane Long, sem esquecer os veteranos John O'Shea e Robbie Keane. É uma equipa onde os jogaodres frequentemente têm melhores desempenhos que nos seus clubes e praticam um futebol pouco complicado. Em Martin O'Neil têm também um excelente treinador que os organiza perfeitamente e extrai o máximo daquilo que podem dar. Num grupo com equipas baixas e mais fracas poderão obter um ou outro ponto em resultado do jogo musculado, remates de longe ou bolas paradas. Mais que isso não deverão conseguir.

 

Roménia

Mais uma equipa vinda do mais fraco grupo de qualificação (e que beneficiou do colapso da Grécia). Jogadores conhecidos são poucos: Răzvan Raț (o capitão), Săpunaru (que passou pelo FC Porto), Chiricheș e Torje (que passaram por ligas de peso), e os guarda-redes Tătărușanu (Fiorentina) e Pantilimon (que andou no banco do Manchester City). Há alguns jogadores a emergir nas camadas jovens (incluindo o filho de Gheorghe Hagi), mas é ainda cedo para terem um impacto. Vale-lhes terem ainda Iordănescu como seleccionador e figura tutelar da equipa (foi o responsável pela grande equipa romena dos anos 90) para equilibrar, mas este será um torneio para marcarem presença e (re)ganharem experiência.

 

Em resumo: nenhuma destas equipas é uma imediata candidata e as suas probabilidades serão baixas, mas nas condições ideais - atingido o pico de forma, uma ou duas exibições perfeitas moralizadoras, falta de pressão, sorte, etc - poderão levar a que cheguem longe e, excepcionalmente, vençam o torneio. É também muito provável que uma destas equipas seja a principal desilusão. Mas na maior parte dos casos será divertido vê-las jogar.

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