Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Comentador de Bancada

Comentador de Bancada

Sem sucessores para o trono

Foi há dez anos que um jogador não chamado Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi venceu pela última vez a Bola de Ouro (na versão só da France Football ou associada à FIFA). Estávamos em 2007 e Kaká tinha acabado de guiar o AC Milan à vitória na Liga dos Campeões. Abaixo dele ficaram nesse ano Ronaldo e Messi. Depois disso, um deles venceu o troféu e apenas em 2010 o outro não ficou no segundo lugar (quando Messi venceu o troféu e Xavi e Iniesta, acabados de levar a Espanha ao título mundial, ficaram no pódio).

 

Este domínio é completamente sem precedentes e será difícil que se repita. Sem precedentes porque raramente dois jogadores estiveram tão acima dos seus contemporâneos e mrcaram o jogo de forma tão brutal. Também porque nos períodos em que houve situações semelhantes (nos anos 50 com Puskas e Di Stefano, nos anos 70 com Cruijff e Beckenbauer, por exemplo), ne o domínio era tão intenso nem havia uma exposição mediática tão extensa e tão focada nos momentos de brilhantismo destes jogadores. Efectivamente, tão importante como os seus talentos e desejo de vencer é o apouio mediático que os jogadores recebem dos seus clubes e do seu staff, cientes que estão da mina de ouro que possuem.

 

 

Um problema chamado Ronaldo

Como resolver um problema como Cristiano Ronaldo? Ou melhor, como resolver todos os problemas que ter Cristiano Ronaldo traz? Muitos seleccionadores gostariam de ter esses problemas, dir-se-à, mas não me admiraria que alguns (Conte, por exemplo) estejam contentes de não ter um jogador semelhante. As expectativas sobem astronomicamente, torna-se necessário jogar em função de Ronaldo e, se não estiver ao seu melhor, a equipa parece não saber o que fazer. A isto acrescem os problemas do próprio jogador.

 

 

 

Euranálises – Portugal (pré-análise)

Depois do apuramento ter começado mal, Fernando Santos chegou e estabilizou o barco com um futebol baseado em segurança defensiva e em apostar que os jogadores atacantes, especialmente Ronaldo, resolvessem os jogos. Foi o que sucedeu. Uma sequência de vitórias por um único golo foi sendo suficiente e a qualificação acabou por chegar.

 

Uma das minhas críticas iniciais a Fernando Santos foi a sua insistência em jogadores mais veteranos. Sou da opinião que Portugal está a viver um período de transição entre gerações e que uma das funções do seleccionador é introduzir os jogadores mais novos e preparar as próximas equipas. Para dizer a verdade, FS foi introduzindo jogadores aos poucos e reduzindo a sua dependência dos mais velhos. O meio-campo português no Europeu terá uma média de idades abaixo dos 24 anos e inclui vários jogadores que explodiram nos últimos dois anos. Por outro lado, a defesa terá uma média de idades acima dos 30 anos de idade e onde faltam jogadores promissores. O ataque também é mais virado para a experiência, com Rafa Silva a ser o único jogador abaixo dos 28 anos de idade, embora Éder não seja o mais experiente e seja convocado com base num bom final de época no Lille e na vontade de Fernando Santos em levar pelo menos um ponta de lança de raiz.

 

O sistema de jogo de Portugal estrá orientado em três vertentes:

  • maximizar a segurança defensiva, sem procurar aventuras;
  • aproveitar os actuais pontos fortes de Portugal: médios centro (ao contrário das alas do passado);
  • tentar envolver Cristiano Ronaldo o mais possível e dar-lhe a possibilidade de fazer a diferença.

 

 

Critérios nos prémios individuais

E Messi voltou a vencer uma bola de ouro. Há já uns tempos que não ligo a esse folclore. Desde que se retirou o privilégio exclusivo da escolha aos jornalistas e, pior, se começaram a publicar os votos de cada um, que a coisa deixou de ter grande valor. Os jogos políticos dominam e não há qualquer liberdade real de escolha. Vejam-se os casos dos votos de Ronaldo e Messi - capitães das suas seleccções - que votaram exclusivamente nos seus colegas de equipa mas que seriam os primeiros a reconhecer que o outro está sem dúvida entre os melhores do mundo. Como em qualquer eleição o voto deve ser secreto. Torná-lo público é um acto político e deve ser sempre voluntário. Não o fazer elimina a suposta democratização da escolha.

 

Claro que mesmo ignorando este aspecto ainda fica muito por questionar, nomeadamente o critério: o que significa escolher o melhor jogador de futebol do mundo? Há pouco mais de dois anos descrevi alguns dos critérios que via como lógicos (apontando potenciais escolhas para esse ano) e não mudo nada hoje. O único comentário que faria é que Messi seria provavelmente a minha escolha em todas as rubricas.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Posts mais comentados