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Comentador de Bancada

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Sem sucessores para o trono

Foi há dez anos que um jogador não chamado Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi venceu pela última vez a Bola de Ouro (na versão só da France Football ou associada à FIFA). Estávamos em 2007 e Kaká tinha acabado de guiar o AC Milan à vitória na Liga dos Campeões. Abaixo dele ficaram nesse ano Ronaldo e Messi. Depois disso, um deles venceu o troféu e apenas em 2010 o outro não ficou no segundo lugar (quando Messi venceu o troféu e Xavi e Iniesta, acabados de levar a Espanha ao título mundial, ficaram no pódio).

 

Este domínio é completamente sem precedentes e será difícil que se repita. Sem precedentes porque raramente dois jogadores estiveram tão acima dos seus contemporâneos e mrcaram o jogo de forma tão brutal. Também porque nos períodos em que houve situações semelhantes (nos anos 50 com Puskas e Di Stefano, nos anos 70 com Cruijff e Beckenbauer, por exemplo), ne o domínio era tão intenso nem havia uma exposição mediática tão extensa e tão focada nos momentos de brilhantismo destes jogadores. Efectivamente, tão importante como os seus talentos e desejo de vencer é o apouio mediático que os jogadores recebem dos seus clubes e do seu staff, cientes que estão da mina de ouro que possuem.

 

 

O declínio do Barcelona

Não era suposto ser assim. No ano da morte de Johan Cruijff, num momento em que o Barcelona destruía o Arsenal e parecia ser intocável na Europa, numa altura em que estava com 7 pontos de vantagem sobre o segundo classificado na Liga (Atlético de Madrid), num período em que o trio atacante continuava a fazer sonhar todos os apreciadores de bom futebol e numa altura em que não só parecia estar no bom caminho para ser a primeira equipa  areter o título na era Liga dos Campeões como a primeira equipa a ser capaz de repetir o "triplete" em anos consecutivos....

 

Quando tudo parecia estar a correr sobre rodas... 4 derrotas, um empate, eliminação na Liga dos Campeões e vantagem na Liga apenas no duelo individual com o Atlético.

 

Não, não era suposto ser assim. Este era suposto ser o ano em que o Barcelona demonstrava de vez que o seu sucesso recente se devia a mais que Guardiola e derivava de uma filosofia verticalizada em todo o clube. Era o ano em que a filosofia do passe, da pressão e procura de espaços finalmente atingiria o seu expoente máximo na forma como maximizava o potencial de um trio atacante que se complementa como poucos na história. Não era suposto a narrativa continuar assim.

 

 

Critérios nos prémios individuais

E Messi voltou a vencer uma bola de ouro. Há já uns tempos que não ligo a esse folclore. Desde que se retirou o privilégio exclusivo da escolha aos jornalistas e, pior, se começaram a publicar os votos de cada um, que a coisa deixou de ter grande valor. Os jogos políticos dominam e não há qualquer liberdade real de escolha. Vejam-se os casos dos votos de Ronaldo e Messi - capitães das suas seleccções - que votaram exclusivamente nos seus colegas de equipa mas que seriam os primeiros a reconhecer que o outro está sem dúvida entre os melhores do mundo. Como em qualquer eleição o voto deve ser secreto. Torná-lo público é um acto político e deve ser sempre voluntário. Não o fazer elimina a suposta democratização da escolha.

 

Claro que mesmo ignorando este aspecto ainda fica muito por questionar, nomeadamente o critério: o que significa escolher o melhor jogador de futebol do mundo? Há pouco mais de dois anos descrevi alguns dos critérios que via como lógicos (apontando potenciais escolhas para esse ano) e não mudo nada hoje. O único comentário que faria é que Messi seria provavelmente a minha escolha em todas as rubricas.

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