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Comentador de Bancada

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Antevisão do Mundial de Portugal

E dentro de 2 semanas começa o novo campeonato do mundo. Como no passado Euro2016 irei deixar uma antevisão. Nos próximos dias referirei os principais candidatos e uma ou outra previsão garantida de falhar, mas começo com Portugal.

 

Selecção

Uma comparação directa dos jogadores escolhidos há 2 anos e dos escolhidos agora demonstra que a média de idades é exactamente a mesma (28,5 anos), embora a mediana das idades seja quase ano e meio mais baixa. Isto reflecte o facto de os jogadores chamados agora e que estiveram ausentes em 2016 são em média dois anos e meio mais novos que os que eles substituíram. Estes jogadores trazem em média 21 internacionalizações a menos que os anteriores convocados (inevitável quando temos Gelson Martins a substituir Nani ou Ruben Dias a substituir Ricardo Carvalho), mas a equipa no seu total tem em média o mesmo número de intenacionalizações: 37 em ambos os casos, reflectindo a experiência extra que os restantes jogadores coleccionaram nos últimos dois anos. Em termos de golos a média é de 6 golos por jogador em comparação com 5 em 2016, mas a mediana é exactamente a mesma: um golo por jogador. Isto reflecte a dependência que a selecção tem de Cristiano Ronaldo, que teve uma média de um golo internacional por jogo nos últimos dois anos.

 

Isto é apenas uma análise estatística que indica que o perfil da equipa em geral não é incrivelmente distinto do de 2016. Há no entanto alguns pontos fundamentais de diferença. O primeiro é a dependência ainda mais clara dos golos de Ronaldo (59% dos golos da selecção contra 51% em 2016). O segundo é a idade dos centrais: actualmente é de 32 anos de idade contra quase 35 em 2016. Isto à partida seria vantajoso, mas resulta da substituição de Ricardo Carvalho (38 anos em 2016) por Rúben Dias (21 anos). Em 2016 Carvalho acabou por não jogar demasiado depois de se ver que já não tinha andamento para o torneio e agora será improvável vermos Dias a não ser que haja calamidades por parte de Fonte ou Alves. Se nos restringirmos aos 3 favoritos para a posição de central, a idade média aumentou 2 anos (os 3 estão 2 anos mais velhos) de 33,5 para 35,5 anos de idade. Por muito que os jogadores digam que a idade é só um número, a verdade é que não é assim, especialmente numa era de pressão alta e de jogo cada vez mais rápido.

 

A outra posição onde Portugal está em desvantagem é na de trinco. Portugal tem dois bons jogadores para a posição, com características diferentes, William Carvalho e Danilo. Com a lesão de Danilo, Fernando Santos optou por chamar Manuel Fernandes, um jogador que não tem um passado específico de médio defensivo e já tem 32 anos de idade, tendo passado os últimos 7 anos na Turquia e Rússia. A não ser que Fernando Santos opte de facto por uma política de rotação, é muito provável que o grosso dos jogos recaia sobre William Carvalho, um jogador de qualidade mas que costuma ter dificuldades quando enfrenta adversários rápidos no meio campo e tem dificuldades em se virar para perseguir jogadores que corram nas suas costas.

 

No restante da equipa Fernando Santos tem qualidade suficiente, especialmente quando comparada com a do Euro2016. André Silva é o parceiro perfeito de Ronaldo no ataque, móvel, físico, capaz de marcar golos por si mesmo mas também satisfeito em trabalhar para a estrela. A versão portuguesa de Benzema (salvaguardadas as devidas diferenças). No meio campo Bernardo Silva oferece enorme qualidade na posse de bola e opções para aliviar pressão. Gelson Martins e Gonçalo Guedes são ambos melhores que Rafa Silva ou Nani em 2016 e com eles Portugal ganha qualidade nos flancos (o que se torna necessário dada a cada vez menor velocidade de Quaresma, independentemente da qualidade dos seus cruzamentos).

 

Nas laterais poder-se-ia contestar a escolha de Ricardo Pereira no lugar de Nélson Semedo, mas este teve uma época algo intermitente no Barcelona enquanto que Ricardo Pereira foi altamente consistente com o FC Porto e ainda oferece mais uma opção nas alas. Na esquerda e na ausência de Coentrão, Mário Rui (com os jogos que conseguiu na recta final do campeonato italiano com o Nápoles) foi uma opção simples, dada a falta de alternativas. No resto as escolhas são simples e lógicas.

 

Campeonato

O principal obstáculo a Portugal na competição é a sua calendarização. Seria preferível ter o jogo com a Espanha no final da fase de grupos, numa fase em que ambas as equipas já poderiam estar apuradas. Assim, uma possível (muito possível na verdade) derrota contra a Espanha poderá levar a um aumento da tensão na equipa portuguesa e dificultar a tarefa contra Marrocos e Irão, duas equipas que concederão a iniciativa a Portugal (que prefere ter alguns espaços) e são organizadas na defesa e poderão conseguir segurar um 0-0. Assim, uma derrota contra a Espanha e empate contra Marrocos deixaria Portugal com poucas probabilidades de se qualificar para os oitavos de final (dependendo de resultados nos outros jogos).

 

Assumindo que a lógica é seguida e Portugal se qualifica em segundo lugar no grupo (atrás da Espanha), irá enfrentar o vencedor do grupo A, provavelmente o Uruguai, equipa que está perfeitamente ao alcance dos portugueses (mesmo que nunca seja boa ideia ficar descansado contra uma equipa de Tabarez, especialmente vendo Suárez e Cavani lançados aos centrais portugueses). Depois disso Portugal enfrentará o vencedor do jogo entre provavelmente a França e o segundo classificado do grupo D (Argentina, Islândia, Croácia e Nigéria). Admitindo que a França vence esse jogo (muito provável), a reedição da final do Euro2016 irá provavelmente resultar na eliminação portuguesa.

 

Terminar a competição nos quartos de final não seria de desdenhar, mesmo sendo-se o campeão europeu. Uma análise fria ao Euro2016 resulta numa vitória muito improvável de Portugal, onde a única vitória nos 90 minutos surgiu nas meias finais contra o País de Gales e onde Portugal apenas saiu da fase de grupos graças a uma bola no poste nos últimos momentos fo jogo contra a Hungria. A realidade é que Portugal teve imensa sorte na competição e, independentemente de ter aproveitado perfeitamente todos os golpes de sorte que tiveram, os portugueses não podem esperar ser novamente bafejados pela fortuna a este ponto.

 

No final, a sorte de Portugal estará dependente do mundial que Ronaldo consiga ter. Se pegar nos jogos e os moldar à sua vontade, Portugal pode ir muito longe (o mesmo se pode dizer exactamente da mesma forma da Argentina e Messi). No entanto, no futebol moderno, tal domínio (à la Maradona em 1986) é altamente improvável. Os adversários sabem bem quais as forças e fraquezas de Ronaldo e concentrar-se-ão em o deixar isolado e lhe cortar acesso à bola. É impossível apagar completamente Ronaldo, mas se o conseguirem em larga medida, mesmo que Ronaldo se envolva na construção muito mais na selecção portuguesa que no Real Madrid, Portugal sofrerá e será reduzido à sua condição sem Ronaldo: uma equipa de qualidade, mas não boa o suficiente para mais que passar a fase de grupos.

Real Madrid 3 - 1 Liverpool

Depois de dois posts a reflectir sobre o que seria a final da Liga dos Campeões, acabámos com um jogo que, a título pessoal, perdeu muito do interesse por volta dos 30 minutos, ou seja, quando Mohammed Salah saiu lesionado. Comecemos no entanto pelo fim do meu último post: previ uma vitória do Liverpool por 4-2 e o resultado foi uma vitória do Real Madrid por 3-1. Para isso contribuíram alguns factores distintos.

 

 

Segunda antevisão da final da Liga dos Campeões

Na verdade, não muito a adicionar ao que escrevi há duas semanas. O principal novo aspecto é a melhoria de forma de Bale, que leva a pensar se ele não começará o jogo, ou no lugar de Isco ou no de Benzema. Não creio que Zidane abdique de Isco dado ser o melhor jogador a explorar o espaço entre defesa e meio-campo adversários. Seria mais provável que abdicasse de Benzema, mas penso que isso seria um erro. Bale não tem a mesma capacidade de Benzema para jogar no centro. Prefere ficar encostado à linha e flectir para o centro, de forma a criar desequilíbrios ou rematar de longe. Só que isso poderia trazê-lo para os terrenos de Isco e complicar o futebol rendilhado do espanhol, para o qual Benzema é melhor opção.

 

Do lado do Liverpool, enfrentar Bale levaria no entanto a um dilema para a defesa e meio-campo: manter as posições e arriscar que Bale aproveite os espaços, dedicar-lhe a atenção de Milner e reduzir a presença no meio-campo (dois homens do Liverpool para 3 ou 4 do R. Madrid), ou arriscar que Robertson e van Dijk são suficientes para lidar com o galês? Penso que Klopp não se adaptará extensivamente. O Liverpool tem um estilo de jogo que é o que funciona e Klopp joga para as suas forças, não para minimizar as suas fraquezas. O Liverpool jogará provavelmente muito subido, pressionando intensamente a defesa e meio campo do Real e tentado aplicar o seu concento de gegenpressing, ganhando as bolas e tentando chegar o mais depressa possível ao golo. Na defesa o objectivo será o de tentar obter a bola e lançá-la rapidamente para os flancos para Salah e Mané a perseguirem e aproveitarem o (provável) adiantamento de Carvajal e Marcelo.

 

É quase impossível fzer uma boa previsão do resultado de amanhã. Mesmo que uma das equipas marque cedo, não creio que haja muita mudança no teor do jogo. O Liverpool quase de certeza não mudará o estilo de jogo independentemente de se ver a vencer ou perder, por isso o Real Madrid também não o fará. Mas arrisco um prognóstico polémico: 4-2 para o Liverpool, com os golos do Real Madrid a chegarem tarde no jogo. Como qualquer prognóstico vale o que vale e está provavelmente completamente errado. Amanhã veremos o quanto.

Um Sporting em (r)evolução e convulsão

Não tenho o hábito de me debruçar sobre os aspectos políticos ou administrativos de clubes, tal como prefiro não olhar para a arbitragem. Parecem-me sempre áreas onde se abre um buraco que nunca tem fundo e onde só nos podemos sujar cada vez mais. Só que a actual situação do Sporting é uma a que, mesmo sendo benfiquista, não consigo ficar imune. Deixo então a minha própria reflexão sobre o que se passa, mesmo avisando desde já que (quase) nada sei sobre as manobras políticas ou actores neste filme.

 

Antes de mais emprestemos um pouco de sanidade ao assunto: o Sporting Clube de Portugal é um clube centenário, com uma história rica e distinta e que não se esgota no futebol, longe disso. Não será por causa de uma ou outra pessoa (ou uma ou outra administração) que o clube desaparecerá. A força do clube e dos seus sócios e adeptos nunca o deixaria, por muito que possa sofrer de permeio.

 

Há no entanto que atentar que Bruno de Carvalho, com as suas acções mais recentes, parece estar a fazer o possível por isso. Não é intencional, como óbvio. Se há coisa que é absolutamente clara é que Bruno de Carvalho é um homem de convicções sportinguistas profundas e que ama intensamente o clube. Só que é aí que começa o problema: Bruno de Carvalho ama tanto o clube que o quer salvar a todo o custo e entretanto convenceu-se que só ele o pode fazer e que quem não esteja com ele está contra o clube. Ele provavelmente vê neste momento a sua pessoa como uma extensão do clube, ou talvez como a sua reflexão. Tudo o que faz é em prol do clube, mesmo quando, ou especialmente quando, toda a gente em volta lhe diz que está a proceder mal.

 

 

Primeira antevisão da final da Liga dos Campeões

Há pouco tempo li que o Real Madrid seria difícil de antecipar e que por isso mesmo o Liverpool teria dificuldade em ter um plano efectivo contra os espanhóis na final da Liga dos Campeões. Pessoalmente discordo muito dessa perspectiva, não porque esteja errada na análise mas porque erra a conclusão. É que o Real Madrid é tão imprevisível quanto o Liverpool será previsível.

 

 

Meias finais da Liga dos Campeões (2ª mão)

Real Madrid 2 - 2 Bayern de Munique (4 - 3 no total das duas mãos)

Como tinha escrito na semana passada, o Real Madrid tem neste momento uma aura de inevitabilidade quando joga na Liga dos Campeões. O jogo desta terça-feira ajudou a mantê-la e, mais ainda, a reforçá-la. Mais ainda que no jogo da 1ª mão, o jogo de Madrid trouxe um Bayern completamente dominante e capaz de penetrar com imensa facilidade na defesa dos espanhóis. O sistema de jogo que Jupp Heynckes levou para este jogo foi em tudo idêntico ao que teve em Munique a partir do momento em que Robben saiu lesionado. As única diferenças foram as entrada de Niklas Süle e Corentin Tolisso para o lugar dos lesionados Boteng e Martinez e o regresso de Alaba depois de lesão.

 

No lado do Real Madrid tivemos a surpresa da ausência de Casemiro do onze inicial e vimos algumas outras mudanças, como Lucas Perez a defesa direito (como tinha terminado o jogo da semana passada) e Modrić essencialmente a médio direito. A médio defensivo estava Kovačić, um jogador que no passado era mais um médio ofensivo mas que em Madrid tem vindo a ser obrigado a aprender tarefas defensivas para poder ter tempo de jogo. A sua presença foi um problema para o Real Madrid, que perdeu a presença de Casemiro em frente da defesa e deu imenso tempo a James Rodriguez e a Thiago para procurar espaços e distribuir jogo.

 

No lado esquerdo, Marcelo tinha teoricamente a presença de Asensio para o ajudar a lidar com Müller e Kimmich, mas a verdade é que Asensio passou ao lado do jogo, flectindo constantemente para o centro do terreno e deixando o flanco desguarnecido. Kimmich esteve sempre à vontade para subir como quis e dar largura pelo seu flanco, o que se viu também com o seu golo. Já Müller passou o jogo desmarcado, parecendo que tinha um campo de forças em sua volta que não permitia a aproximação de defesas. A única coisa que surpreendeu foi não ter conseguido marcar um golo.

 

O lado esquerdo do Bayern foi o flanco com uma combinação difícil de travar: Ribéry dribla, passa e cria e Alaba sobe, dando largura e ocupando o lateral. O Real passou o jogo a tentar lidar com esta ameaça e nunca o conseguiu fazer de forma convincente.

 

Os golos vieram de três erros. No primeiro, o erro foi de Sergio Ramos  e no segundo o erro foi de Alaba. No terceiro... Bom, quanto menos se falar de Ulreich neste caso melhor. O guarda redes alemão não esteve mal, mas aquele tipo de erro não é só proibido, é impensável a este nível. Dois erros clamorosos (Rafinha na primeira mão e de Ulreich nesta) decidiram a eliminatória. O Real Madrid aparentou ser muito frágil, mas também que se é necessário ganhar com sofrimento... sabe fazê-lo.

 

Roma 4 - 2 Liverpool (6 - 7 no total das duas mãos)

Golos, golos golos. Foi um jogo entre uma equipa que ganha marcando mais que o adversário e uma equipa que tinha que marcar obrigatoriamente 3 golos no mínimo para se poder apurar. Isso abriu imenso o jogo e permitiu aos avançados brilharem.

 

Eusebio Di Francesco neste jogo abandonou a ideia dos 3 centrais. Foi claro que tinha sido uma má ideia na primeira mão e nesta decidiu avançar para o seu 4-3-3 preferido. Foi no entanto um 4-3-3 atípico, onde jogou com dois avançados centro (Schick e Džeko) e um avançado mais encostado à esquerda (El Sharaawy, embora com liberdade para vaguear). A largura pela direita era dada com as subidas de Florenzi e com a cobertura de Nainggolan, o que no entanto abriu espaços atrás. Não foi então de espantar que fosse por este flanco que o liverpool marcasse o primeiro golo, com um erro de Nainggolan e Mané a ficar liberto para o 0-1. A táctica fazia no entanto algum sentido, com a ideia de ocupar os dois centrais do Liverpool, sabendo que se Džeko ficasse sozinho perante eles, van Dijk poderia marcá-lo e minimizar os erros. Com Schick a ocupar o holandês, Džeko caía para a zona de Lovren e obrigava-o a escolher entre manter a posição e deixar o bósnio sozinho, ou ir atrás dele e abrir espaços atrás.

 

Este é um problema frequente para o Liverpool. Com 3 médios centro muito semelhantes mas nenhum médio especificamente mais defensivo, a defesa fica muito exposta a jogadores que explorem o espaço entre a defesa e o meio campo. A solução é avançar a equipa para reduzir os espaços, mas isso abre espaço atrás da defesa. Contra a Roma no entanto isso não foi tão problemático dado que nem Schick nem Džeko são muito rápidos. El Sharaawy no entanto ofereceu muitos problemas a Alexander-Arnold e encontrou frequentemente espaço entre linhas e na zona entre Alexander-Arnold e Lovren.

 

A Roma no entanto perdeu muito por não marcar o primeiro golo e por ter cometido os erros que deram os dois golos que permitiram ao Liverpool ir para os balneários na frente. Na segunda parte corrigiram um pouco o posicionamento, Džeko tornou-se mais móvel e passou a noite a atormentar a defesa e, por fim, com a entrada de Ünder e a mudança do desenho táctico para algo mais semelhante a um 4-2-4, o Liverpool ficou extremamente exposto aos ataques da Roma. O Liverpool nunca deixou de atacar, mas com a Roma a empurrar o Liverpool para perto da sua área, os 3 homens da frente ficaram mais sós e a Roma pôde arriscar dar-lhes mais espaço. Na verdade, nada perdiam.

 

No fim a Roma acabou por ter uma muito meritória vitória no jogo que não chegou para a eliminatória. A sua aventura europeia chegou ao fim graças a um erro táctico na primeira mão e a dois erros (um individual e outro colectivo) na segunda. Se continuarem a evoluir, os italianos não serão adversários muito apetecíveis para a próxima época. Especialmente porque há poucos jogadores nesta equipa que sejam automaticamente desejados pelos gigantes europeus - as vitórias foram fruto de excelente trabalho colectivo.

 

Já o Liverpool terá de jogar o seu jogo habitual na final contra o Real Madrid. Não tem verdadeira alternativa ao seu onze inicial devido a lesões e a limitações do plantel, pelo que há poucas escolhas tácticas. Depende tudo de deixar os seus 3 avançados brilhar. Se o conseguirem poderão vencer um Real algo frágil. Caso contrário, a inevitabilidade madrilena voltará a surgir.

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