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Comentador de Bancada

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Mundial 2018 - segunda linha

Nesta previsão, vêm os que estarão, por uma ou outra razão, na segunda linha de candidatos. Justifico-me em cada caso.

 

Bélgica

Haverá quem os coloque como candidatos a par de uma Alemanha ou Brasil. Não o faço porque continua a ser uma equipa excessivamente desequilibrada e cheia de incerteza. Martinez é um treinador de qualidade, mas limitado e algo dogmático nas suas ideias. Hazard é um jogador imparável quando no seu dia, mas um passageiro que deixa a equipa a jogar com 10 se não o for. Os 3 centrais são excepcionais, mas dependem de ter Kompany saudável, o que não é certo (e o subsitituto natural, Vermaelen, passa ainda mais tempo na enfermaria). Os laterais são suspeitos, especialmente à esquerda (Meunier à direita não deslumbra mas é sólido o suficiente). No ataque Lukaku é excelente, mas a ala direita é entregue a mertens, que tem deslumbrado a jogar a ponta de lança.

 

De Bruyne, Dembelé e Witsel podem muito bem ser um trio excepcional, mas raramente deslubraram pela selecção. Fellaini dá mais consistência, mas menos qualidade de posse de bola e de passe. Aliás, a escolha no meio campo esclarece perfeitamente as dificuldades da Bélgica: imensa qualidade, mas dificuldades em a colocar no campo de forma equilibrada.

 

No seu dia, os belgas podem vencer qualquer adversário. Para serem campeões, necessitam de vencer mais equipas. E faltar-lhes-à qualidade para isso.

 

Portugal

Já escrevi sobre a selecção portuguesa aqui.

 

Em resumo, Portugal tem uma equipa muito boa, mas há grande diferença entre a qualidade de Ronaldo e do resto da equipa. Falta saber o estado de espírito dos (ex-)jogadores do Sporting, embora não seja a primeira vez que os jogadores vão à selecção obter conforto e esquecer os problemas no clube. E, claro, falta saber o que acontecerá na defesa, onde apenas Cédric e Pepe oferecem alguma segurança (e a de Pepe, dada a sua idade, é muito relativa).

 

Se Portugal estiver no seu melhor, podemos esperar algo de bastante bom, especialmente na versão de trancas à porta dos jogos a eliminar no europeu. No entanto poderá ser curto contra as melhores equipas. Pessoalmente preferiria ver os quartos de final como máximo com a equipa a jogar futebol bonito, mas penso que ficarei desapontado. Ainda assim, e mesmo que não o acredite, seria agradável ficar desapontado com a beleza e deslumbrado pelo resultado final.

 

Argentina

Lionel Messi e Jorge Sampaoli. Resumem-se a isto as esperanças reais dos argentinos. A equipa tem a qualidade no ataque e uma defesa muito incerta. Se Sampaoli conseguir implementar um estilo de jogo semelhante ao que impôs com o Chile (duvidoso, dada a diferença de estilos e de idades dos argentinos) e Messi estiver ao seu melhor, os argentinos poderão conseguir vencer. Caso contrário poderão ficar também pelos quartos de final.

 

Há ainda a questão de como emparelhar Messi. O sonho seria ver Aguero na frente apoiado por Messi e Dybala, mas isto não tem funcionado e afunila o jogo da equipa. Di María é um parceiro preferido de Messi, mas só permite essa alternativa numa das alas, com a outra sem jogador comparável (pelo menos em qualidade). Depois, ainda é necessário ganhar as bolas e o meio campo já não tem um Mascherano com a qualidade de anteriormente. Espero alguns momentos de magia e as individualidades a carregarem a Argentina contra adversários mais fracos ou comparáveis. Depois disso certamente que cairão.

 

Inglaterra

Sim, eu sei, são ingleses e perdem nos penalties nos quartos ou oitavos de final ou então nem saem do grupo. No entanto o grupo não é dos mais difíceis e apanharão alguém do grupo H, também sem pesos pesados, nos oitavos. Isso abre espaço para enfrentarem um Brasil ou Alemanha nos quartos de final e serem eliminados, mas num dia bom, nunca se sabe.

 

Os ingleses têm uma equipa jovem, que joga num sistema que reflecte aqueles a que os jogadores estão habituados nos clubes, e explora o desenvolvimento técnico e táctico que os mais jovens têm tido no contacto com Guardiola, Klopp, Pochetino ou Mourinho. Têm um ponta de lança que pode ser considerado o mais completo do mundo no momento e alguns jogadores verdadeiramente excitantes quando no seu melhor (Sterling, Alli). Têm também equilíbrio e possibilidade de variar o desenho táctico e escolher jogar com posse de bola ou de forma mais directa (usando Vardy, por exemplo).

 

A sua maior fraqueza está na maior novidade que Southgate introduziu: Kyle Walker a central. Embora isto empreste valocidade na defesa e qualidade no transporte de bola, também os expõe a atacantes mais altos e fortes. Não é difícil imaginar Lukaku a encostar-se a Walker para explorar esta opção e assim abrir a defesa (Stones seria obrigado a deslocar-se para a direita para apoiar e abriria assim o centro). O outro ponto fraco é a mentalidade inglesa: mesmo quando jogam de outra forma nos clubes, os ingleses parecem estar sempre a um clique de optar pelos passes longos e momentos Roy of the Rovers. Quando funciona, esses momentos criam heróis. Mais frequente é eliminarem a própria equipa.

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