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Comentador de Bancada

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Mundial - dia 5

A primeira jornada está (quase) completa (faltam os últimos 2 jogos) e decido deixar já uns apontamentos.

 

Candidatos

Dos 4 candidatos que apontei, a Espanha foi a única que verdadeiramente me impressionou. Depois da confusão com o despedimento de Lopetegui conseguiram manter-se focados, jogaram o seu jogo característico (a espaços de forma irresistível) e demonstraram força mental ao conseguirem duas vezes empatar depois de estarem a perder. Também foram bastante seguros a defender, com os golos a surgirem fruto do génio de Ronaldo e um erro de De Gea. Uma vez que não voltarão a enfrentar Ronaldo até à final (se ambos lá chegarem), terão ganho confiança. Para mais Diego Costa parece ter encontrado o seu nicho.

 

Os alemães?... Li comentários sobre a falta que a velocidade de Sané estaria a fazer. Talvez, mas o problema não estava numa posição específica. Brandt, Reus e outros são rápidos q.b. O problema era a lentidão de processos, da execução de passes, movimentações, etc. A jogarem assim podem correr riscos, especialmente depois da vitória dos suecos, notórios por serem difíceis de quebrar. Muito dependerá de como os jogadores reajam.

 

Os brasileiros conseguiram simultâneamente impressionar e desiludir. Impressionou a forma como conseguiram penetrar a organizada defesa suíça, muitas vezes parecendo que era fácil. Por outro lado foi estranho como conseguiam não aproveitar essas oportunidades. Penso que se conseguirem afinar os processos, especiamente no remate, que serão aquilo que muitos (não eu, pelo menos até agora) os consideram: os maiores candidatos.

 

Já os franceses pareceram o que têm parecido constantemente sob Deschamps: uma manta de retalhos de jogadores fabulosos e que parece que se juntaram para uma jogatana de domingo e que até à hora do jogo nunca se tinham visto na vida. No jogo com a Austrália valeu que a qualidade individual (e um pouco de sorte) bastaram. Ainda assim, apesar da desilusão, foram o único candidato a vencer.

 

Segunda linha

Portugal - oremos a Ronaldo nosso que (por vezes) está no céu.

 

A Argentina, a jogar assim, bem precisa de orar a Messi. De outra forma não dará em nada. Conseguiram um penalty duvidoso, foi-lhes negado outro mais claro (na minha opinião) e Messi não marcou. De resto necessitaram que Agüero inventasse espaço para marcar o golo. No resto do jogo, um deserto de ideias.

 

A Croácia não estava no meu post mas deveria. Futebol fluido, rápido e lento conforme a necessidade e, desde que não haja erros clamorosos da defesa, normalmente seguros. Modrić não parece afectado pelos problemas extra futebol e a Croácia começa a merecer que se lhes preste atenção.

 

A Bélgica jogou como se os jogadore snão tivessem vontade de ali estar, como se o resultado fosse uma formalidade que aconteceria mais minuto menos minuto. Tinham razão, como o demonstraram já na segunda parte do jogo contra um muito limitado Panamá, mas as grandes equipas não jogam com aquela displicência. Hazard receberá elogios pela assistência para o segundo golo (primeiro de Lukaku) mas a maioria das suas decisões foram más, optando por reter a bola e tentar penetrar florestas de jogadores quando tinha colegas para trocar a bola. A Bélgica teve a vitória mais expressiva, mas continua sem convencer.

 

A Inglaterra esteve a minutos de ter o início habitual: sair sem vitória. Foram na primeira parte claramente superiores a uma Tunísia mediana e deveriam ter vencido o jogo com as oportunidades da primeira meia hora. Depois da igualdade junto ao intervalo demonstraram a fragilidade mental habitual. Valeu-lhes que têm um Ronaldo mental (mesmo que não noutros aspectos) em Kane, que marcou os dois golos. Agora vão embandeirar em arco a pensar que os quartos de final serão uma formalidade (será quase impossível não saírem do grupo). Os adversários, esses, estão já a marcar Kyle Walker no mapa.

 

O grupo H é o mais interessante e tem dois potenciais candidatos de segunda linha: Polónia e Colômbia. Depois dos jogos de hoje veremos se há razões para o pensar.

 

Rápidas

A Islândia continua a ser um fenómeno de dedicação e conquista quem os vê. Os uruguaios ganharam o jogo quando os egípcios perceberam que Salah não entraria. Irão e Marrocos foram uma excelente inspiração para terminar um relatório. Perú... que pena não terem vencido. O México poderá surpreender, há ali muita qualidade.

 

Veremos a segunda jornada e quem ficará já apurado. Bélgica e Inglaterra serão quase certas. O México penso que será a outra equipa. Das outras não creio que haja uma única que esteja descansada, seja pela qualidade do oponente, seja por não terem vencido o primeiro jogo.

 

O que vemos é que há poucos bombos da festa. A Arábia Saudita é um, o Panamá poderia ser outro contra outros adversários. Os restantes sabem pelo menos o essencial de defender para poderem fazer a vida difícil aos adversários.

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