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Comentador de Bancada

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Um Sporting em (r)evolução e convulsão

Não tenho o hábito de me debruçar sobre os aspectos políticos ou administrativos de clubes, tal como prefiro não olhar para a arbitragem. Parecem-me sempre áreas onde se abre um buraco que nunca tem fundo e onde só nos podemos sujar cada vez mais. Só que a actual situação do Sporting é uma a que, mesmo sendo benfiquista, não consigo ficar imune. Deixo então a minha própria reflexão sobre o que se passa, mesmo avisando desde já que (quase) nada sei sobre as manobras políticas ou actores neste filme.

 

Antes de mais emprestemos um pouco de sanidade ao assunto: o Sporting Clube de Portugal é um clube centenário, com uma história rica e distinta e que não se esgota no futebol, longe disso. Não será por causa de uma ou outra pessoa (ou uma ou outra administração) que o clube desaparecerá. A força do clube e dos seus sócios e adeptos nunca o deixaria, por muito que possa sofrer de permeio.

 

Há no entanto que atentar que Bruno de Carvalho, com as suas acções mais recentes, parece estar a fazer o possível por isso. Não é intencional, como óbvio. Se há coisa que é absolutamente clara é que Bruno de Carvalho é um homem de convicções sportinguistas profundas e que ama intensamente o clube. Só que é aí que começa o problema: Bruno de Carvalho ama tanto o clube que o quer salvar a todo o custo e entretanto convenceu-se que só ele o pode fazer e que quem não esteja com ele está contra o clube. Ele provavelmente vê neste momento a sua pessoa como uma extensão do clube, ou talvez como a sua reflexão. Tudo o que faz é em prol do clube, mesmo quando, ou especialmente quando, toda a gente em volta lhe diz que está a proceder mal.

 

 

Analisando a influência de Jesus no Sporting

Gabrielle Marcotti, cujos textos gosto imenso de ler, costuma escrever sobre o tema de mudar de treinadores que se deveria sempre tomar uma decisão com base num critério: a equipa evoluiu? Trago isto à baila a propósito de Jorge Jesus e a contestação de que é alvo no Sporting.

 

Quando foi contratado, Jesus constituiu um verdadeiro golpe de génio. Vindo do rival, com quem tinha vencido os dois campeonatos anteriores, e confessando-se sportinguista, Jesus era um tónico para os adeptos leoninos. Não era barato, mas também isso demonstrava a recém-reconquistada capacidade financeira do clube. É um treinador que gosta de futebol de ataque, valoriza jogadores e vinha com experiência de vitória e de jogar na Liga dos Campeões. Para dizer a verdade, era difícil encontrar um candidato melhor.

 

 

Equipas de sonho - Sporting 1993/95

A época de 1993/94 foi das mais interessantes dos anos 90 em Portugal. Do meu ponto de vista de adepto do Benfica, foi uma época de sonho, com uma equipa fabulosa, e com uma vitória histórica sobre o Sporting em Alvalade, não só pelo resultado mas pelo simbolismo e emoção do mesmo.

 

Não é no entanto por esse lado que entro. Apesar de serem os eternos rivais, gosto de pensar nessa equipa do Sporting. Sousa Cintra tinha conseguido um golpe de génio sobre o Benfica, com a contratação de Paulo Sousa e António Pacheco. Esteve perto também de levar João Pinto, o que se não daria necessariamente o título ao Sporting, quase certamente o teria retirado ao Benfica. Houve (e haverá ainda) muita controvérsia sobre a legitimidade ou falta dela dessas transferências, mas fiquemo-nos pelo essencial: o Sporting capturou dois belos jogadores, especial e indubitavelmente, Paulo Sousa.

 

Só que se Sousa era um jogador único (no prazo de três épocas ganhou dois títulos europeus), veio simplesmente juntar-se a um plantel de sonho. Onde o plantel do Benfica era incompleto e desequilibrado, sem pontas de lança dignos desse nome e uma defesa misturando excessiva veterania e juventude, o Sporting tinha uma equipa bastante completa. A defesa tinha jogadores pouco espectaculares mas fundamentalmente sólidos. O meio campo equilibrava inteligência, fantasia e garra. O ataque tinha largura nas alas, era incisivo com os pontas de lança e tinha variedade. Era um plantel altamente complementar e que permitia diversas abordagens e ao mesmo tempo conseguia ser espectacular quando tudo engrenava. Olhar sector a sector ajuda.

 

 

Breves notas sobre o campeonato

Vi muito poucos jogos, por isso posso comentar pouco sobre a qualidade. Do que vi, o Sporting foi jogando o futebol consistentemente mais interessante, mas faltou-lhe eficácia de tempos a tempos. Não vi jogos com quaisquer "casos" de arbitragem (pelo menos segundo a minha definição dos mesmos), sendo que houve erros mas que se foram equilibrando entre a favor e contra ao longo da época entre os "3 grandes".

 

 

 

PS - em relação ao negócio de Renato Sanches para o Bayern. Fala-se em 35 milhões a pronto e 45 milhões por objectivos. É um bom negócio para Benfica e Bayern, talvez menos para o  jogador (que poderia ficar mais uma época). Sanches tem já hoje boa qualidade "de Champions League", pelo que )no mercado de hoje) se justifica parte do valor a pronto (o restante será pelo desenvolvimento que será essencialmente inevitável). Como tal, 35 milhões no imediato justificam-se. Os 45 milhóes máximos envolvem bónus que envolvem potenciais bolas de ouro. Se Renato Sanches lá chegar, o total de 80 milhões parecerá um bom negócio ao Bayern e será certamente um bom encaixe para o Benfica.

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